Após a suspensão de lotes de produtos Ypê pela Anvisa por risco de contaminação bacteriana, consumidores buscam orientações sobre o descarte. Especialistas do Procon-RJ esclarecem que a responsabilidade pelo recolhimento ou instrução de descarte é da fabricante, Química Amparo, via SAC. A medida afeta lotes com final 1.
Muitas dúvidas estão pairando no ar dos consumidores brasileiros após a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) suspender lotes de produtos da marca Ypê, devido ao risco de contaminação biológica.
Uma delas é: quem tem os produtos em casa, que vão desde detergentes e lava-roupas líquidos até desinfetantes, como deve ser feito o descarte correto deles?

Tem produtos Ypê com final de lote 1 em casa? Saiba o que fazer após a suspensão da Anvisa por risco de bactéria (Foto: Reprodução/Ypê)
Responsabilidade da empresa
Agora, o Portal Bacci Notícias irá te responder. De acordo com informações do secretário de Estado de Defesa do Consumidor do Rio de Janeiro (Procon-RJ), Rogério Pimenta, em entrevista ao Portal R7, quem deve fornecer o destino correto para descarte ou recolhimento é a empresa.
De acordo com ele, a Anvisa apenas orienta os consumidores a ligarem no SAC da empresa. Mas o que deve ser feito dali para frente é responsabilidade da própria fabricante.
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“A orientação da Anvisa é que os consumidores devem ligar para o Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC) da empresa para receber orientação do descarte, porque ele corre o risco de contaminação microbiológica”, alertou.
Vale lembrar que os lotes com final 1 estão suspensos e a interrupção do uso está sendo orientada pelo órgão. A relação completa dos lotes e produtos pode ser consultada na Resolução 1.834/2026, publicada no Diário Oficial da União em 7 de maio.
Entenda
Os produtos da marca Ypê foram alvo de recolhimento após a identificação da bactéria Pseudomonas aeruginosa e de irregularidades no processo de fabricação.
A medida foi tomada após inspeção que encontrou falhas graves na linha de produção da empresa Química Amparo, em Amparo (SP). Durante uma vistoria conjunta com órgãos estaduais e municipais, foram identificadas algumas irregularidades.
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Segundo a agência, os problemas representam risco à segurança sanitária, podendo haver presença de microrganismos prejudiciais. A Anvisa também recomendou que as vigilâncias sanitárias estaduais e municipais reforcem a fiscalização para evitar a circulação dos lotes afetados.
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