Investigação sobre queda de avião em Belo Horizonte aponta possível falha logo após a decolagem. Especialista indica dificuldade da aeronave em ganhar altitude, enquanto CENIPA apura causas. Sobreviventes seguem internados e moradores ainda lidam com o trauma.
A queda de um avião de pequeno porte em Belo Horizonte, que terminou com a aeronave atingindo um prédio residencial, segue cercada de dúvidas, mas já apresenta indícios importantes. As primeiras análises apontam que o avião pode ter enfrentado falhas logo após a decolagem.
O caso, detalhado em reportagem exibida pelo Fantástico, da TV Globo, levanta suspeitas sobre o desempenho da aeronave nos minutos iniciais do voo.
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O acidente ocorreu poucos minutos após a decolagem do Aeroporto da Pampulha. A aeronave não conseguiu ganhar altitude e, em seguida, colidiu contra um prédio residencial de três andares.
Cinco pessoas estavam a bordo. Três morreram, incluindo o piloto, enquanto outras chegaram a ser resgatadas com vida. O impacto destruiu parte da estrutura do edifício e provocou momentos de pânico entre os moradores.
Especialistas apontam que o comportamento da aeronave logo após sair do solo pode ser determinante para entender o acidente. Segundo o professor José Cândido Almeida Jr., da PUC-MG, as imagens sugerem uma falha na resposta do avião.
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“As imagens dão a impressão que o avião tinha uma dificuldade de ascender. Isso pode ser um indício de que aerodinamicamente o avião não estava respondendo aos comandos do piloto”, afirmou em entrevista exibida pelo Fantástico.
Investigação sobre a queda de avião em BH
O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA) informou que a conclusão da investigação ocorrerá “no menor prazo possível”, mas ressaltou que o tempo depende da complexidade da ocorrência e da identificação dos fatores contribuintes.
A Polícia Civil de Minas Gerais acompanha o caso e aguarda os laudos técnicos para avançar na apuração. Até o momento, não há confirmação oficial sobre a causa do acidente.
Nas redes sociais, o episódio gerou forte repercussão. “Impressionante como foi rápido”, comentou um internauta. “Um milagre não ter sido ainda pior”, escreveu outro.
Entre os sobreviventes, Emerson e Arthur permanecem internados. Emerson sofreu lesões graves no tórax e abdômen, enquanto Arthur se recupera de uma fratura na perna e, segundo familiares, não se lembra do acidente.
A Defesa Civil já autorizou o retorno dos moradores ao prédio atingido, mas o impacto emocional ainda é grande. “A gente vai ter que se esforçar muito para superar. Foi um susto enorme”, relatou uma moradora.
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