O ministro Nunes Marques convidou Jair Bolsonaro para a cerimônia de posse na presidência do TSE, marcada para terça-feira (12), mesmo com o ex-presidente em prisão domiciliar. Para participar do evento, Bolsonaro dependerá de autorização do ministro Alexandre de Moraes.
O ministro Nunes Marques, que assume na terça-feira (12) a presidência do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), convidou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para a cerimônia de posse, apesar da prisão domiciliar do ex-chefe do Executivo.

Ex-presidente Jair Bolsonaro (Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil)
Segundo interlocutores do magistrado, o convite seguiu o protocolo tradicional adotado em eventos do tipo. Além de Bolsonaro, também foram convidados outros ex-presidentes da República vivos, como Dilma Rousseff, Fernando Collor e José Sarney. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) também recebeu convite para a solenidade.
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Para comparecer ao evento, Bolsonaro precisará de autorização do ministro Alexandre de Moraes, relator da execução penal relacionada ao julgamento da tentativa de golpe de Estado.
Perfil no comando do TSE
Nunes Marques foi o primeiro indicado por Bolsonaro ao STF (Supremo Tribunal Federal), em 2020. Ele ficará à frente da Justiça Eleitoral pelos próximos dois anos, substituindo a ministra Cármen Lúcia. Já o ministro André Mendonça, também indicado pelo ex-presidente, assumirá a vice-presidência da Corte.
Aliados de Nunes Marques afirmam que ele pretende imprimir um perfil menos intervencionista ao tribunal durante as eleições deste ano. Entre as diretrizes defendidas pelo ministro estão a proteção do sistema de urnas eletrônicas, parcerias com universidades para enfrentar impactos da inteligência artificial nas campanhas e o uso preferencial do direito de resposta em vez da retirada imediata de conteúdos das redes sociais.
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