Guarda Municipal foi preso por cometer feminicídio contra a própria esposa horas após seu casamento com a vítima. Há 22 anos na corporação, ele ganhava cerca de R$ 15 mil por mês e se aposentadoria em dois anos.
Um Guarda Municipal suspeito de matar a própria esposa horas após o casamento foi preso na tarde deste sábado (9). Daniel Barbosa Marinho, de 55 anos, tem 22 anos de atuação na Guarda Municipal de Campinas (GCM), no interior de São Paulo.

Segundo dados abertos da Prefeitura de Campinas, o salário do agente era de aproximadamente R$ 15 mil, com previsão de se aposentar em dois anos.
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Guarda Municipal havia casado no mesmo dia
De acordo com a GCM, Daniel e Nájylla Duenas Nascimento haviam se casado na manhã de sábado. Mais tarde, eles teriam discutido. O suspeito agrediu a companheira e, em seguida, efetuou disparos contra ela, antes de fugir.
Ele ainda teria retornado ao local do crime para efetuar mais disparos contra o corpo da vítima, antes de acionar a corporação para relatar a ocorrência.
Suspeito foi preso
A Polícia Militar (PM) acionou o chamado e prendeu o Guarda Municipal em flagrante. A arma do crime e munições foram apreendidas. Nájylla foi socorrida por equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), mas não resistiu aos ferimentos.
O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) informou que, neste domingo (10), a prisão foi convertida em preventiva.
Nájylla tinha três filhos, frutos de um relacionamento anterior.
GCM divulga nota oficial
Por meio de nota oficial, a Guarda Municipal de Campinas lamentou o crime brutal.
“A Guarda Municipal lamenta profundamente o fato e reafirma seu compromisso com o combate a qualquer forma de violência. A Corregedoria da Guarda Municipal acompanha o caso para instaurar procedimentos administrativos e disciplinares cabíveis para apurar a conduta do agente. A corporação colabora integralmente com as investigações da Polícia Civil e permanece à disposição das autoridades para prestar todos os esclarecimentos necessários”, diz o texto.
O caso foi registrado como violência doméstica e feminicídio na 2ª Delegacia de Defesa da Mulher de Campinas.
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