Ronaldo Caiado afirmou ao Bacci Notícias que pretende classificar facções criminosas como organizações terroristas caso seja eleito presidente. O pré-candidato do PSD disse que enviará um projeto ao Congresso no primeiro dia de governo e prometeu ampliar ações de combate ao crime organizado com participação das Forças Armadas. Caiado também exaltou o modelo de segurança pública adotado em Goiás.
O pré-candidato à Presidência da República pelo PSD, Ronaldo Caiado, afirmou que pretende classificar facções criminosas como organizações terroristas caso seja eleito em 2026.

Ronaldo Caiado promete anistia caso seja eleito (Foto: Betoissaphotos)
A declaração foi dada nesta terça-feira (12), em entrevista ao Bacci Notícias. Durante a conversa, Caiado defendeu o modelo de “tolerância zero” implantado em Goiás e disse que o Brasil perdeu o controle de parte do território nacional para o crime organizado.
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“Imediatamente ao tomar posse, encaminharei um projeto ao Congresso Nacional reconhecendo as facções criminosas como terroristas”, afirmou.
Segundo Caiado, a classificação permitiria ampliar ações de combate ao crime organizado com participação direta das Forças Armadas. “Neste momento, eu terei toda a estrutura de governo para colocar em prática ações do Exército Brasileiro, da Aeronáutica e da Marinha para resgatar o território brasileiro”, disse.
“A Amazônia já não pertence mais ao Estado brasileiro”, diz Caiado
Durante a entrevista, o ex-governador fez críticas ao avanço das facções criminosas e afirmou que áreas do país estariam sob domínio do crime organizado.
“Hoje, a totalidade da Amazônia brasileira já não pertence mais ao Estado brasileiro. Ela é dominada pelas facções”, declarou.
Caiado também citou regiões periféricas de grandes cidades brasileiras como exemplo do avanço do crime organizado. “Você vê áreas inteiras em cidades onde as pessoas não podem circular sem autorização de facções. Isso é terrorismo no território brasileiro”, afirmou.
O pré-candidato disse ainda que possui “independência moral e coragem” para enfrentar as organizações criminosas. “A diferença é que eu tenho independência moral e coragem pessoal para enfrentar faccionado”, declarou.
Caiado exalta modelo de Goiás
Ao defender sua política de segurança pública, Caiado afirmou que Goiás se tornou referência nacional no combate ao crime.
Segundo ele, o estado deixou de registrar crimes como assaltos a banco, sequestros e invasões de terra.
“Nunca tive um assalto a banco, nunca tive novo cangaço, nunca tive sequestro. Meu estado não tem um palmo de terra comandado por faccionado”, disse.
O ex-governador também afirmou que empresas de blindagem deixaram Goiás por falta de demanda. “A empresa de blindagem de carro mudou para São Paulo. Não tem carro blindado em Goiás”, afirmou.
“Bandido não se cria”, afirma pré-candidato
Caiado também detalhou medidas adotadas no sistema penitenciário goiano e afirmou que presos ligados a facções recebem tratamento rígido.
“Faccionado não tem direito à visita íntima, não tem audiência sigilosa com advogado. Eu tenho monitoramento ambiental em todas as penitenciárias”, declarou.
Segundo ele, os presídios do estado possuem fiscalização rigorosa. “Você chega em um presídio em Goiás e não acha arma, telefone ou droga”, disse.
Ao final da entrevista, o pré-candidato reforçou o discurso de endurecimento contra o crime organizado. “Bandido não se cria. Essa é a ordem que eu dei em Goiás”, afirmou.
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