Homem é preso suspeito de fraudar concurso da Receita Estadual de Goiás com celular escondido em banheiro. Segundo a polícia, esposa usava ChatGPT para enviar respostas da prova.
Um homem de 28 anos foi preso em flagrante suspeito de montar um esquema para fraudar o concurso de auditor fiscal da Receita Estadual de Goiás, realizado no domingo (17), em Goiânia.
Segundo a Polícia Civil, ele escondia um celular atrás da privada de um banheiro para fotografar as questões da prova e enviar as imagens para a esposa pelo WhatsApp.
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Homem colou celular no banheiro
De acordo com as investigações, o aparelho estava preso com fita dupla face na parte traseira do vaso sanitário. O candidato escondia o caderno de questões dentro da calça e utilizava o banheiro para tirar fotos sem levantar suspeitas.
Ainda conforme a polícia, a esposa do suspeito, de 24 anos, utilizava o ChatGPT para pesquisar respostas e encaminhava os supostos gabaritos ao marido durante a aplicação da prova, que oferece salário inicial de R$ 28,5 mil.
Suspeitos confessaram crime
O esquema foi descoberto após fiscais realizarem uma vistoria nos banheiros com detectores de eletrônicos durante o segundo turno do concurso. Depois de localizar o celular escondido, a equipe passou a monitorar o local e percebeu a movimentação frequente do candidato, acionando a Polícia Civil (PC).
Segundo os investigadores, ao ser abordado, o homem confessou participação na fraude. A mulher foi localizada posteriormente na Rodoviária de Anápolis, enquanto desembarcava de um ônibus vindo de Jaraguá. Ela também admitiu envolvimento no esquema e entregou voluntariamente a senha do celular utilizado.
Autuação por fraude
Em depoimento, o casal afirmou que decidiu planejar a fraude devido a dificuldades financeiras. A Polícia Civil informou que os dois organizaram previamente toda a dinâmica da ação, incluindo a forma de esconder o aparelho no banheiro e o envio das respostas durante a prova.
Os suspeitos foram autuados por fraude em concurso público. Após pagamento de fiança, os dois foram liberados.
Fundação Carlos Chagas comentou episódio
A Fundação Carlos Chagas, responsável pela aplicação do concurso, informou que o candidato foi eliminado.
Além desse caso, outro participante também foi detido durante a realização das provas. Um advogado inscrito na OAB do Distrito Federal foi flagrado com uma porção de cocaína após fiscais identificarem comportamento suspeito e permanência incomum no banheiro.
Ele assinou um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) por porte de droga para consumo pessoal, foi liberado e desclassificado do concurso.
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