Deolane Bezerra
Deolane Bezerra

A defesa de Deolane Bezerra Santos entrou com um pedido de habeas corpus, nesta quinta-feira (21), para tentar derrubar a prisão preventiva decretada pela Justiça de São Paulo. A aposta dos advogados é que a decisão seja revista nas próximas horas, sob o argumento de que a ordem de prisão se apoia em pontos considerados frágeis e em interpretações que, segundo a defesa, não demonstram necessidade real de manter a influenciadora presa.

Deolane aparece entre os investigados em um inquérito que apura suspeitas de lavagem de dinheiro ligadas a uma transportadora apontada pelas autoridades como parte de um esquema financeiro relacionado ao PCC. Na decisão, o juiz afirma que ela teria recebido valores de origem suspeita e menciona movimentações financeiras consideradas incompatíveis com os rendimentos declarados.

Apesar da gravidade das acusações, a defesa deve insistir que a prisão preventiva é uma medida exagerada neste momento. A avaliação é que o caso poderia ser tratado com medidas menos duras, como bloqueio de bens, entrega de passaporte, comparecimento periódico à Justiça ou outras restrições, sem necessidade de prisão antes de qualquer condenação.

Deolane Bezerra (Reprodução/Redes Sociais)

Um dos principais pontos usados pela Justiça foi o fato de Deolane estar em Roma, na Itália, quando a decisão foi dada. O magistrado entendeu que a permanência no exterior, sem indicação clara de retorno ao Brasil, poderia dificultar a aplicação da lei. Para a defesa, porém, esse argumento é frágil. A viagem seria pública, conhecida e sem qualquer elemento concreto que indique fuga.

Nos bastidores, a leitura é que a decisão mistura suspeitas financeiras com ilações sobre comportamento pessoal e padrão de vida, sem apontar um ato específico e recente que demonstre risco imediato à investigação. A defesa também deve questionar a tentativa de transformar a presença de Deolane fora do país em sinal automático de evasão.

O habeas corpus apresentado busca justamente convencer a instância superior de que não há motivo suficiente para manter a prisão. A tese é simples: investigar, quebrar sigilos e bloquear bens é uma coisa; prender preventivamente, sem prova clara de fuga ou ameaça ao processo, é outra.

A expectativa dos advogados é por uma resposta rápida. A defesa acredita que a decisão pode ser revertida ainda nas próximas horas, especialmente se o tribunal entender que os fundamentos usados para justificar a prisão não são concretos o bastante.

Enquanto isso, o caso segue ganhando repercussão nacional. Deolane é investigada, mas não foi condenada neste procedimento. Até decisão final da Justiça, continua valendo a presunção de inocência.

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