Duas estagiárias de enfermagem foram desligadas após a repercussão de uma receita com conteúdo impróprio que viralizou nas redes sociais. O caso aconteceu em Pernambuco e levou a Secretaria Municipal de Saúde a abrir uma investigação interna para apurar a origem do documento e a responsabilidade das envolvidas.
Uma receita médica com conteúdo impróprio voltou a ganhar repercussão nas redes sociais na última terça-feira (19). O documento, que trazia uma frase de teor sexual como suposta prescrição, já havia viralizado anteriormente após ser associado a uma Unidade Básica de Saúde localizada em Alagoinha, no interior de Pernambuco.

Suposta receita médica (Foto: Reprodução)
O episódio começou a circular publicamente no início de maio e rapidamente tomou conta da internet, gerando indignação e uma série de questionamentos sobre a autenticidade da receita e a responsabilidade pela elaboração do material.
A Secretaria Municipal de Saúde de Alagoinha, no Agreste de Pernambuco, decidiu afastar imediatamente duas estudantes de um curso técnico de enfermagem após a repercussão de uma receita médica falsa que circulou nas redes sociais. O documento, que continha expressões de teor sexual, acabou viralizando e provocou indignação entre internautas em todo o país.
Diante da grande repercussão do caso, a pasta abriu uma investigação interna para apurar a responsabilidade pela produção e divulgação da prescrição irregular. Após a conclusão da sindicância, foi determinado o desligamento das estagiárias envolvidas na ocorrência.
Receita polêmica viralizou nas redes sociais
A polêmica ganhou força depois que a foto de um receituário oficial da rede municipal começou a circular nas redes sociais trazendo uma prescrição com conteúdo de teor sexual. Com a repercussão negativa, a Prefeitura de Alagoinha instaurou uma investigação administrativa para identificar os responsáveis pela elaboração e divulgação do documento.
Durante os depoimentos à comissão responsável pelo caso, as duas estudantes admitiram participação na criação da mensagem. Segundo relataram, tudo teria começado como uma brincadeira feita dentro da unidade de saúde em um momento de descontração.
Nota de esclarecimento:

Nota de esclarecimento (Reprodução/Redes Sociais)
No entanto, a situação tomou grandes proporções após uma das envolvidas registrar a imagem e compartilhá-la em um aplicativo de mensagens, fazendo com que o conteúdo se espalhasse rapidamente pela internet.
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Relatório aponta uso indevido de carimbo
O parecer conclusivo da Secretaria Municipal de Saúde apontou que as estudantes utilizaram indevidamente o carimbo funcional de uma técnica de enfermagem concursada, sem qualquer autorização da profissional.
Segundo a apuração, houve intenção deliberada ao empregar a identificação oficial da servidora na elaboração da falsa receita que viralizou nas redes sociais. No documento final, a pasta destacou que o receituário não possuía validade legal ou médica, já que continha apenas a marca do carimbo, sem a assinatura obrigatória da profissional responsável.
Dessa forma, o papel não poderia ser reconhecido como um documento oficial apto para atendimento, prescrição ou qualquer procedimento farmacêutico. A investigação também concluiu que a técnica de enfermagem não teve participação no episódio.
De acordo com os responsáveis pela análise jurídica do caso, não foram encontrados indícios de omissão, envolvimento ou consentimento da servidora, que acabou sendo considerada vítima da ação das estudantes. Após ser inocentada, ela foi reintegrada normalmente à escala de trabalho da rede municipal de saúde.
Além das medidas administrativas, a prefeitura informou que as instituições de ensino ligadas ao estágio das alunas foram comunicadas oficialmente sobre o ocorrido. A expectativa é que as escolas adotem providências disciplinares e acadêmicas em relação à conduta das estudantes.
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