O depoimento da babá Thayná Ferreira no júri da morte de Henry Borel foi adiado após atrasos no julgamento de Jairinho e Monique Medeiros. Segundo a defesa, ela pretende mudar a versão apresentada anteriormente e afirmar que foi pressionada por Monique a mentir e apagar mensagens. A testemunha é considerada uma das peças centrais do processo.

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O depoimento da babá Thayná Ferreira no júri sobre a morte do menino Henry Borel foi adiado após atrasos no andamento do julgamento de Dr. Jairinho e Monique Medeiros, no Rio de Janeiro. Inicialmente prevista para esta quarta-feira (27), a oitiva deve ocorrer apenas nos próximos dias.

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Considerada uma das testemunhas mais importantes do processo, Thayná pretende esclarecer as diferentes versões que apresentou ao longo das investigações, segundo afirmou sua advogada ao g1.

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Defesa diz que babá foi pressionada a mentir

A advogada Juliana Nascimento, responsável pela defesa da babá, afirmou que Thayná sofreu pressão para omitir informações durante o caso.

Segundo a defensora, Monique Medeiros teria pedido que a funcionária apagasse mensagens do celular e mentisse à polícia.

“A Thayná responde a um processo de falso testemunho, ela foi coagida e pressionada a mentir pela Monique, que pediu a ela para apagar mensagens. Por medo, a Thayná não revelou tudo”, afirmou a advogada.

Ainda de acordo com Juliana, a babá está preparada para se retratar das versões anteriores.

“Estou a acompanhando para que ela possa se retratar sobre as diferentes versões do caso. Thayná está pronta para falar tudo”, declarou.

A defesa de Monique Medeiros foi procurada, mas ainda não se manifestou sobre as acusações.

Julgamento sofre atrasos

Até o momento, apenas o delegado Henrique Damasceno, responsável pela investigação do caso, e a delegada Ana Carolina Lemos foram ouvidos no plenário do júri.

O interrogatório de Damasceno durou horas e acabou atrasando o cronograma previsto para as demais testemunhas.

Segundo apuração do g1, a demora nos depoimentos pode provocar novas remarcações e ampliar a duração do julgamento, inicialmente prevista entre cinco e sete dias.

Babá apresentou três versões diferentes

O depoimento de Thayná é visto como peça-chave do processo justamente pelas mudanças de versão apresentadas por ela desde o início das investigações.

No primeiro depoimento, prestado em março de 2021, a babá afirmou nunca ter percebido comportamento estranho na relação entre Henry, Monique e Jairinho.

Já no mês seguinte, ela mudou a versão e declarou que Monique sabia das agressões sofridas pelo menino. Na ocasião, também afirmou que a mãe de Henry teria pedido para que ela mentisse à polícia e relatou ao menos três episódios de agressão.

Posteriormente, durante a audiência de instrução do processo, Thayná voltou atrás novamente e afirmou que não sabia das agressões praticadas por Jairinho. Apesar disso, disse que se sentia manipulada por Monique.

Caso Henry Borel

Henry Borel morreu em 8 de março de 2021, aos 4 anos, no apartamento onde morava com a mãe e o então padrasto, Dr. Jairinho, na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio de Janeiro.

Segundo a investigação, o menino morreu em decorrência de hemorragia interna e laceração hepática provocadas por ação contundente. Laudos apontaram ainda dezenas de lesões pelo corpo da criança.

Jairinho e Monique respondem por homicídio triplamente qualificado, tortura, fraude processual, coação no curso do processo e outros crimes relacionados ao caso.

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