A imprensa internacional repercutiu a decisão dos Estados Unidos de classificar PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas. Veículos como The New York Times, Al Jazeera e France24 apontaram influência da família Bolsonaro na medida e destacaram possíveis impactos diplomáticos, econômicos e eleitorais nas relações entre Brasil e EUA.

Flávio Bolsonaro e Donald Trump - Foto: Reprodução/Redes Sociais
Flávio Bolsonaro e Donald Trump - Foto: Reprodução/Redes Sociais

A decisão dos Estados Unidos de classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas estrangeiras repercutiu amplamente na imprensa internacional.

A medida foi anunciada pelo secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, e entrará em vigor em 5 de junho.

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Flávio Bolsonaro, Paulo Figueiredo, Eduardo Bolsonaro e Donald Trump - Foto: Reprodução

Flávio Bolsonaro, Paulo Figueiredo, Eduardo Bolsonaro e Donald Trump – Foto: Reprodução

Encontro de Flávio Bolsonaro com Trump e Rubio

O anúncio ocorreu poucos dias após o senador Flávio Bolsonaro se reunir com Rubio e também encontrar o presidente Donald Trump na Casa Branca.

Segundo reportagens internacionais, Flávio teria solicitado que o governo norte-americano enquadrasse as facções brasileiras como grupos terroristas.

New York Times aponta “pressão dos Bolsonaros”

O jornal The New York Times publicou reportagem afirmando que a decisão ocorreu após “meses de lobby agressivo” da família Bolsonaro.

A publicação destacou que dois filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro estiveram recentemente em Washington e avaliou que a medida pode aumentar tensões diplomáticas entre Brasil e Estados Unidos.

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O jornal também afirmou que autoridades brasileiras demonstram preocupação com uma eventual influência norte-americana no cenário eleitoral brasileiro.

Jornal alerta para impacto no sistema financeiro

O The New York Times também apontou possíveis consequências econômicas da decisão.

Segundo o veículo, a classificação pode abrir espaço para sanções econômicas contra empresas e instituições eventualmente associadas às facções criminosas.

A reportagem citou preocupações envolvendo o setor bancário brasileiro e áreas da economia formal onde, segundo investigações, organizações criminosas teriam ampliado atuação, como mercado imobiliário, distribuição de gás e criptomoedas.

Al Jazeera vê ampliação da influência dos EUA

A emissora Al Jazeera afirmou que Trump vem ampliando o uso da classificação de grupos criminosos latino-americanos como terroristas desde o início do segundo mandato.

Segundo a reportagem, críticos enxergam a estratégia como forma de ampliar a influência militar e política dos Estados Unidos no Hemisfério Ocidental.

A emissora também relacionou a medida ao cenário político brasileiro e lembrou o apoio público de Trump à família Bolsonaro.

France24 fala em impacto diplomático

Já a France24 afirmou que países governados por lideranças de centro-esquerda, como Brasil e México, costumam se posicionar contra esse tipo de classificação.

A emissora avaliou que a decisão representa um desgaste diplomático para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, especialmente após recentes tentativas de aproximação entre Brasília e Washington.

Medida ultrapassa debate sobre segurança

A repercussão internacional aponta que a decisão norte-americana passou a ser analisada não apenas sob o ponto de vista da segurança pública, mas também pelos possíveis efeitos políticos, diplomáticos e econômicos.

Especialistas e veículos internacionais avaliam que o tema poderá influenciar debates sobre relações internacionais, eleições e cooperação entre os dois países nos próximos meses.

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