A descoberta de corpos em um cemitério clandestino na comunidade de Heliópolis, em São Paulo, gerou uma onda de especulações nas redes sociais e levou o nome de MC Kevin a voltar ao centro das discussões. Diante dos rumores que tentavam relacionar a morte do cantor ao caso investigado pela polícia, a mãe do funkeiro, Valquíria Nascimento, se pronunciou publicamente.
A mãe de MC Kevin voltou a se manifestar nas redes sociais após rumores que passaram a circular envolvendo a morte do cantor e uma recente descoberta feita em Heliópolis, na Zona Sul de São Paulo. O assunto ganhou repercussão depois que surgiram especulações ligando o caso do funkeiro ao cemitério clandestino encontrado na comunidade.

MC Kevin (Foto: Reprodução/Redes sociasi)
A discussão se intensificou após a identificação de vítimas que teriam ligação com a produtora de rap e funk Damassaclan. Em uma publicação divulgada nas redes sociais e posteriormente removida, a empresa afirmou que parte das vítimas teria sido assassinada por supostamente possuir informações sobre a morte de MC Kevin.
Diante da repercussão, a mãe do artista utilizou suas redes sociais para comentar o assunto, que rapidamente gerou debates entre fãs e internautas.
“Passaram-se todos esses anos e começou a aparecer esse borburinho na internet. Hoje estão falando até que já sabem quem matou o meu filho. Se a pessoa sabe, ela sabe sozinha, porque até hoje eu não sei”, disse Valquiria Nascimento, neste domingo (31).
Valquíria pede reabertura das investigações
Em um novo desabafo nas redes sociais, Valquíria, voltou a questionar as circunstâncias da morte do cantor e reforçou que não acredita na versão de que o filho teria tirado a própria vida. Segundo ela, existem pontos do caso que ainda precisam ser esclarecidos e que indicariam a necessidade de uma nova apuração.
A mãe do funkeiro afirmou que segue convencida de que algo aconteceu dentro do quarto do hotel onde Kevin estava antes da queda. A investigação da Polícia Civil concluiu que o artista morreu ao tentar acessar a varanda do quarto localizado no andar inferior, em uma tentativa de evitar ser visto pela então companheira, Deolane Bezerra.

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Valquíria também revelou que procurou o Ministério Público para solicitar a reabertura do caso. Entre os questionamentos levantados por ela estão a ausência de imagens das câmeras de segurança do hotel e a falta de acesso ao celular do cantor, que foi recolhido durante as investigações.
Apesar de defender uma nova análise sobre a morte do filho, Valquíria negou qualquer ligação entre o caso de MC Kevin e os corpos encontrados em um cemitério clandestino em Heliópolis.
“Gente, para de loucura. Para de falar o que não é. Para de falar o que vocês não sabem. Tem gente falando que eu estou encobrindo a morte do meu filho”, disse.
Ela criticou as especulações que circulam nas redes sociais e pediu que as pessoas parem de divulgar teorias sem comprovação.
“Pelo amor de Deus, eu perdi o meu bem maior da minha vida. As pessoas acreditam em qualquer coisa na internet. É uma montagem que pegam aqui, juntam com outra ali e pronto, vira um cenário. Me deixem em paz”, completou.
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Polícia investiga mortes em cemitério clandestino
A Polícia Civil segue investigando a descoberta de quatro corpos enterrados em uma área utilizada como cemitério clandestino na comunidade de Heliópolis, na zona sul de São Paulo. Entre as vítimas já identificadas estão dois homens que mantinham ligação com o cenário do rap e do funk e com a produtora musical Damassaclan.
Uma das vítimas confirmadas é Jonas Barros de Oliveira, de 25 anos, conhecido artisticamente como MC GG. O jovem atuava na música havia cerca de três anos e, recentemente, participou da gravação de videoclipes produzidos pela empresa, embora não integrasse oficialmente o quadro de artistas da produtora.
Dias depois, os investigadores também identificaram Francisco Rubens Souza Cruz, de 46 anos. Conforme informações registradas no inquérito, ele exercia a função de motorista e prestava serviços para artistas ligados à mesma produtora.
Veja o momento em que corpos são encontrados:
As outras duas vítimas ainda aguardam identificação oficial. Uma das hipóteses analisadas pelos investigadores aponta que um dos corpos possa ser de Werlen Moitinho Vieira, apontado como gerente da Damassaclan. Já o quarto cadáver apresentava indícios de estar enterrado há mais tempo, o que levanta a possibilidade de não ter relação direta com os demais casos.
Até o momento, a polícia não divulgou quem seriam os responsáveis pelos crimes nem as motivações por trás das mortes. Testemunhas ouvidas durante as apurações relataram que MC GG teria recebido ameaças após rejeitar uma proposta de outra produtora.
Segundo esses relatos, o grupo estaria ligado ao crime organizado e a recusa do artista pode ter provocado um conflito que agora é investigado pelas autoridades.
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