Perito do caso Henry Borel afirmou no julgamento que não encontrou sinais de acidente doméstico capaz de causar a morte da criança. Defesa e acusação seguem apresentando análises técnicas no júri.

(Foto: Reprodução)
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O perito legista Leonardo Huber Tauil afirmou, nesta segunda-feira (1º), que não encontrou indícios de que a morte do menino Henry Borel, de 4 anos, tenha ocorrido em decorrência de um acidente doméstico.

Monique Medeiros, mãe de Henry Borel, em julgamento da morte do próprio filho •- Foto: Reprodução/ CNN Brasil

Monique Medeiros, mãe de Henry Borel, em julgamento da morte do próprio filho •- Foto: Reprodução/ CNN Brasil

A declaração foi dada no decorrer do oitavo dia de julgamento do caso.

Monique Medeiros, mãe da criança, e Jairo Souza Santos Júnior, conhecido como Dr. Jairinho, padrasto de Henry, respondem pela morte do menino, ocorrida em 8 de março de 2021.

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Perito fez revelação

Responsável pelos exames de necrópsia e signatário do laudo oficial do Instituto Médico-Legal (IML), Leonardo Tauil foi questionado durante o julgamento sobre a reprodução simulada da morte de Henry, procedimento pericial que busca reconstruir a dinâmica do caso.

Segundo o perito, durante a análise do imóvel, não foram encontrados móveis ou objetos que justificassem uma queda acidental capaz de provocar a lesão hepática identificada como causa da morte da criança.

“A gente não encontrou algum móvel ou objeto na casa que ele pudesse cair de maneira espontânea e causasse essa laceração hepática”, afirmou o perito durante depoimento no Tribunal do Júri.

Perícia descartou hipótese de acidente

Ainda de acordo com Tauil, a hipótese de acidente doméstico não foi sustentada pelos elementos analisados na perícia.

Em 2022, no primeiro julgamento relacionado ao caso, o legista já havia apontado que a principal linha considerada pela equipe técnica era a de agressões sofridas pela criança. Na ocasião, ele também descartou que os ferimentos fossem resultado de manobras de ressuscitação.

Nova sessão de julgamento

Durante a sessão desta segunda-feira, Monique Medeiros deixou a sala do júri após a exibição de fotografias do corpo de Henry Borel no plenário. Segundo o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ), ela já havia se retirado da audiência na última sexta-feira (29) pelo mesmo motivo.

A previsão é que ainda nesta segunda-feira seja ouvido Jefferson Evangelista Correa, perito criminal federal ligado à defesa de Dr. Jairinho. Ele deverá apresentar uma análise técnica sobre os exames realizados no corpo de Henry Borel.

O julgamento segue no Rio de Janeiro e deve continuar com depoimentos de testemunhas e apresentação de laudos periciais relacionados ao caso.

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