A mãe de Sophia Ferreira voltou a usar as redes sociais para denunciar o que considera mais uma situação dolorosa envolvendo a memória da filha. Segundo o relato, ao comparecer ao cemitério na sexta-feira (29) para acompanhar a exumação da menina, ela descobriu que os restos mortais da criança não estavam mais no local onde haviam sido sepultados.
A mãe de Sophia Ferreira usou as redes para denunciar o que considera mais uma situação dolorosa envolvendo a memória da filha. Segundo o relato, ao comparecer ao cemitério na sexta-feira (29) para acompanhar a exumação da menina, ela descobriu que os restos mortais da criança não estavam mais no local onde haviam sido sepultados. Sophia morreu em 2023, aos 2 anos, após ser hospitalizada em SP.

Ruth Ferreira / Sophia Ferreira. (Reprodução / redes sociais)
A situação gerou revolta e novos questionamentos por parte da família, que já trava uma batalha judicial em busca de responsabilização pela morte da criança, ocorrida em 2023.
Família afirma que não foi informada sobre exumação
De acordo com a mãe, a primeira informação recebida no cemitério foi a de que seria necessário aguardar enquanto funcionários realizavam uma busca para localizar os restos mortais de Sophia. Inconformada, ela desabafou nas redes sociais e afirmou que a filha não poderia ser tratada como um objeto desaparecido.
Pouco tempo depois, segundo seu relato, ela recebeu uma ligação informando que a exumação já havia sido realizada anteriormente, sem que a família tivesse sido comunicada ou autorizado o procedimento. Ainda conforme a explicação apresentada à mãe, teria ocorrido uma confusão durante o processo. Sophia teria sido confundida com uma mulher de 71 anos, o que teria provocado um erro na identificação dos restos mortais.
Mãe questiona identificação dos ossos entregues
A justificativa aumentou a indignação dos familiares, que passaram a questionar se os restos mortais entregues posteriormente pertencem realmente à criança. Nas redes sociais, a mãe demonstrou preocupação com a possibilidade de uma falha ainda maior no procedimento.
“Quem me garante que os ossinhos que me entregaram realmente são da minha filha?”, questionou.
A família agora cobra esclarecimentos sobre o ocorrido e pede a apuração das circunstâncias que levaram ao desaparecimento dos restos mortais da menina.
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Caso de Sophia ganhou repercussão após morte em hospital
Sophia Ferreira morreu em abril de 2023, aos 2 anos e 5 meses, após passar por unidades de saúde e pelo Hospital Estadual do Mandaqui, na capital paulista.
Os familiares acusam os serviços de saúde de negligência médica. Segundo a versão apresentada pela família, houve demora no diagnóstico de um quadro de pneumonia associado a derrame pleural, além de atraso na realização de um procedimento considerado urgente para drenar o líquido acumulado no pulmão.
Conforme os relatos, após a transferência para o Hospital do Mandaqui, a criança permaneceu internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) durante a madrugada aguardando a realização da drenagem.
A família sustenta que uma médica teria se recusado a realizar o procedimento naquele momento por estar exausta após horas de trabalho. A cirurgia acabou sendo realizada posteriormente, mas Sophia sofreu complicações graves e teve a morte cerebral decretada em 8 de abril daquele ano.
Busca por respostas continua
Três anos após a morte da filha, a mãe afirma que segue buscando justiça e responsabilização pelo atendimento prestado à criança. Agora, além das investigações relacionadas à morte de Sophia, a família também exige esclarecimentos sobre o desaparecimento dos restos mortais e sobre a identificação do material entregue após o suposto erro durante a exumação. O caso continua gerando repercussão nas redes sociais e mobilizando apoiadores que acompanham a luta da família por respostas.
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