Imagens de câmeras de segurança levantaram dúvidas sobre a versão apresentada inicialmente em um caso registrado no bairro Piratininga, na região de Venda Nova, em Belo Horizonte. O episódio resultou na prisão de um homem de 44 anos por suspeita de tentativa de feminicídio, mas os vídeos apresentados pela defesa indicam uma dinâmica diferente da relatada à polícia.
Imagens de câmeras de segurança levantaram dúvidas sobre a versão apresentada inicialmente em um caso na qual supostamente um homem teria ateado fogo em uma mulher.

Reprodução / redes sociais
O episódio resultou na prisão de um homem de 44 anos, no bairro Piratininga, na região de Venda Nova, em Belo Horizonte, por suspeita de tentativa de feminicídio, mas os vídeos apresentados pela defesa indicam uma dinâmica diferente da relatada à polícia.
A partir disso, a polícia prendeu Daniel Rodrigues Fonseca flagrante após a companheira (43), relatar agressão e afirmar que o homem tentou incendiá-la durante uma discussão ocorrida no sábado (23). A prisão acabou convertida em preventiva e ele permanece detido no Centro de Remanejamento do Sistema Prisional (Ceresp) da Gameleira.
Mulher sofreu queimaduras
Na ocasião do incêndio, a Polícia Militar atendeu a ocorrência. A mulher recebeu atendimento médico na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Venda Nova após sofrer queimaduras de primeiro e segundo graus.
Segundo os registros iniciais, as lesões atingiram regiões como costas, perna direita, orelha, nuca e parte do cabelo. Com base nas informações prestadas pela vítima no momento do atendimento, a polícia investigou o caso como tentativa de feminicídio.
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Câmeras mostram outra versão do ocorrido
As imagens de monitoramento apresentadas pela defesa de Daniel mostram uma sequência diferente daquela descrita inicialmente. Nos vídeos, a mulher aparece jogando um líquido inflamável sobre o homem. Em seguida, ao tentar atear fogo, acaba provocando as próprias queimaduras.
Os advogados utilizam as gravações como principal elemento para contestar a acusação e pedir uma reavaliação do caso pelas autoridades responsáveis pela investigação.
Defesa afirma que cliente foi alvo de tentativa de homicídio
Em entrevista à imprensa, a defesa de Daniel sustentou que o material registrado pelas câmeras demonstra que o homem não tentou incendiar a companheira. Os advogados afirmam que as imagens indicam que ele teria sido o alvo da ação e defendem que a investigação seja redirecionada para apurar uma possível tentativa de homicídio contra o cliente. A defesa também busca a revisão da prisão preventiva decretada pela Justiça.
Polícia Civil investiga o caso
A Polícia Civil de Minas Gerais informou que o caso segue sob investigação e que todas as circunstâncias serão analisadas. Em nota, a polícia destacou que, caso fique comprovado que uma pessoa comunicou deliberadamente um crime inexistente ou apresentou informações falsas às autoridades, ela poderá responder por denunciação caluniosa, falsa comunicação de crime ou falso testemunho.
Até o momento, não houve divulgação de uma conclusão oficial sobre a responsabilidade dos envolvidos. As imagens e os depoimentos serão analisados pela investigação antes da definição dos próximos passos do processo.
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