Uma mulher de 42 anos foi presa em Santa Catarina após ser acusada de fingir ser uma adolescente de 12 anos durante mais de um ano para conquistar a confiança de uma família e de membros de uma igreja. Segundo a Polícia Civil, ela utilizava voz infantilizada, mamadeiras, chupetas e brinquedos para sustentar a falsa identidade.

Veja as fotos da mulher de  37 anos como criança de 12 (Foto: Reprodução)
Veja as fotos da mulher de 37 anos como criança de 12 (Foto: Reprodução)

Fotos que passaram a circular nas redes sociais mostram a mulher de 37 anos detida em Santa Catarina após ser acusada de fingir ser uma criança de 12 anos durante mais de um ano.

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Veja as fotos da mulher de 37 anos como criança de 12 (Foto: Reprodução)

Segundo as investigações, ela foi acolhida por uma família, que acreditava estar ajudando uma menor em situação de vulnerabilidade e chegou a tratá-la como filha. Nos registros divulgados após a repercussão do caso, a suspeita aparece em situações que reforçavam o comportamento infantil adotado por ela.

Em uma das imagens, surge utilizando uma mamadeira, enquanto em outra posa segurando uma boneca. A família também teria organizado uma festa de aniversário para celebrar a idade informada pela mulher.

Família acolheu suspeita e cogitou adoção

De acordo com a investigação, a mulher utilizava o nome “Gabriele” e afirmava ter deixado o Pará após sofrer supostos episódios de violência e abandono familiar. O relato comoveu membros de uma igreja da cidade catarinense, que passaram a prestar ajuda financeira e oferecer suporte para que ela pudesse recomeçar a vida.

Com o tempo, uma família ligada à comunidade religiosa decidiu acolhê-la em casa. Além de moradia, ela recebeu atendimento médico, remédios e auxílio financeiro constante.

A relação de confiança se fortaleceu a ponto de os responsáveis organizarem uma comemoração de aniversário pelos supostos 12 anos da menina e demonstrarem interesse em oficializar a adoção.

Imagens compartilhadas nas redes sociais após a repercussão do caso mostram a suspeita em situações que, segundo a Polícia Civil, reforçavam a farsa. Conforme os investigadores, ela costumava usar mamadeiras, chupetas e objetos infantis, além de adotar atitudes consideradas típicas de uma criança para sustentar a falsa identidade.

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Suspeita afinava a voz e simulava crises de ansiedade

Conforme apontam as investigações, a suspeita adotava uma série de comportamentos para reforçar a imagem de adolescente diante das pessoas que a acolheram.

Entre as atitudes relatadas pela polícia, ela costumava falar com a voz mais fina, simulava episódios de ansiedade durante a madrugada e demonstrava dependência emocional constante, buscando atenção e cuidados frequentes.

A mulher também dizia ser diagnosticada com autismo e afirmava que traumas e abusos sofridos na infância teriam comprometido seu desenvolvimento físico, argumento utilizado para explicar a aparência incompatível com a idade que dizia possuir.

Veja a mulher simulando voz de criança:

O esquema começou a ser descoberto após um parente da família responsável por acolhê-la levantar suspeitas sobre a verdadeira identidade da suposta adolescente. A partir da denúncia, a Polícia Civil iniciou diligências e confirmou que se tratava, na verdade, de uma mulher de 42 anos.

Após a descoberta, ela foi presa e deverá responder pelos crimes de falsa identidade e estelionato.

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