Amanda Maria Souza de Oliveira, de 37 anos, presa em Santa Catarina por se passar por uma adolescente e viver durante mais de um ano com uma família de Joinville já havia protagonizado um episódio semelhante em Mato Grosso do Sul. 

Foto: Reprodução.
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Amanda Maria Souza de Oliveira, de 37 anos, presa em Santa Catarina por se passar por uma adolescente e viver durante mais de um ano com uma família de Joinville já havia protagonizado um episódio semelhante em Mato Grosso do Sul. 

Documentos e registros da rede de proteção apontam que, em 2023, ela utilizou uma identidade falsa e afirmou ter apenas 13 anos para conseguir acolhimento em uma instituição destinada a crianças e adolescentes em Campo Grande.

De acordo com informações obtidas pelas autoridades, a mulher procurou atendimento social na Casa da Mulher Brasileira, alegando ser uma adolescente sem documentos de Feira de Santana (BA). A versão mobilizou conselheiros tutelares e profissionais da assistência social, que a encaminharam para uma unidade de acolhimento voltada a menores em situação de vulnerabilidade.

A permanência no abrigo, entretanto, levantou suspeitas. Contradições em depoimentos e inconsistências nas informações fornecidas levaram a novas verificações, que indicaram que ela não era adolescente. O caso acabou sendo apurado pelas autoridades locais, encerrando o acolhimento.

‘A Órfã de SC’ foi presa em Joinville

O histórico voltou à tona após a prisão da mulher em Joinville. Segundo a Polícia Civil de Santa Catarina, ela viveu por cerca de 14 meses sob a identidade de uma menina de 12 anos, sendo acolhida por uma família que acreditava estar ajudando uma adolescente vítima de maus-tratos. Durante esse período, recebeu apoio financeiro, participou da rotina familiar e chegou a ganhar uma festa de aniversário.

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Diante dos fatos apurados em Santa Catarina, a Justiça determinou a prisão preventiva da mulher. Ela responde por crimes como falsa identidade e estelionato, enquanto as autoridades continuam analisando seu histórico e possíveis episódios semelhantes registrados em diferentes regiões do país.

Caso é comparado ao filme ‘A Órfã’

O caso chamou atenção pela semelhança com o enredo do filme A Órfã (2009), produção que retrata uma mulher adulta que se passa por uma criança e engana uma família adotiva.

Assim como na ficção, a suspeita teria construído uma identidade infantil ao longo do convívio com a família, adotando comportamentos, falas e rotinas típicas de uma adolescente para sustentar a farsa.

No filme, a personagem utiliza manipulação emocional e estratégias psicológicas para ganhar a confiança da família, cenário que, segundo relatos da investigação, encontra paralelos no caso real, especialmente na forma como a mulher teria mantido o disfarce por cerca de 14 meses.

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