O oceanógrafo norte-americano Charles Gorri, de 57 anos, que estava desaparecido desde outubro de 2025, foi encontrado morto na última sexta-feira (5) na Lagoinha do Leste, em Florianópolis (SC). O corpo foi localizado em uma área rochosa de difícil acesso por uma equipe do helicóptero Arcanjo, dos bombeiros, que realizava outra missão. Doutor pela FURG e radicado no Brasil desde a infância, Charles era referência em educação ambiental no estado.
Após oito meses desaparecido, o pesquisador e oceanógrafo norte-americano Charles Gorri, de 57 anos, foi encontrado sem vida em uma região costeira da Lagoinha do Leste, em Florianópolis (SC), na última sexta-feira (5).
De acordo com informações do Corpo de Bombeiros de Santa Catarina, a operação de resgate do corpo foi complexa e exigeu o apoio da aeronave Arcanjo, já que a vítima se encontrava em uma região de difícil acesso.

Pesquisador norte-americano é encontrado morto (Foto: Divulgação/CBMSC)
Resgate complexo
O corpo do pesquisador estava em estado avançado de decomposição. Charles Gorri estava desaparecido desde a primeira semana de outubro de 2025, quando foi visto pela última vez na região próxima à Armação.
O corpo foi avistado em uma área de formação rochosa no momento em que as equipes da aeronave Arcanjo atendiam a uma outra ocorrência. Os tripulantes tiveram que descer de rapel para chegar até o local, e o cadáver posteriormente foi içado e resgatado em uma rede de carga externa.
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O norte-americano era conhecido pelo trabalho em projetos de educação ambiental e pela dedicação às trilhas e à natureza em Florianópolis. A confirmação da identidade foi divulgada por grupos parceiros que acompanhavam as buscas e pelo deputado estadual Marquito.
Quem era o pesquisador
Nascido em Detroit, nos Estados Unidos, Charles vivia há muitos anos no Brasil, onde se radicou ainda criança e se tornou fluente em português. Ele era formado em Oceanologia e doutor em Oceanografia Biológica e Biologia Marinha pela Universidade Federal do Rio Grande (FURG).
Ao longo de sua carreira, trabalhou como técnico no Projeto Maare e também atuou voluntariamente no Programa Mais Educação. O oceanógrafo era uma figura ativa em atividades ligadas ao meio ambiente e uma referência reconhecida entre trilheiros e educadores da região catarinense.
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