A disputa pela Presidência do Peru continua acirrada nesta terça-feira (9). Com mais de 95% das urnas apuradas, o segundo turno segue indefinido e mantém o país em expectativa diante de uma das eleições mais equilibradas dos últimos anos.
A disputa pela Presidência do Peru continua acirrada nesta terça-feira (09). Com mais de 95% das urnas apuradas, o segundo turno segue indefinido e mantém o país em expectativa diante de uma das eleições mais equilibradas dos últimos anos.
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Disputa presidencial no Peru permanece indefinida em contagem apertada (Foto: Reprodução/Redes sociais)
Os candidatos Roberto Sánchez, representante da esquerda, e Keiko Fujimori, da direita, aparecem separados por uma diferença mínima de votos, o que impede qualquer projeção definitiva sobre o resultado final.
Apuração segue apertada
De acordo com os dados mais recentes divulgados pelo Escritório Nacional de Processos Eleitorais (ONPE), Roberto Sánchez aparece com 50,107% dos votos válidos, enquanto Keiko Fujimori registra 49,893%.
A virada ocorreu na tarde de segunda-feira (8), quando Sánchez ultrapassou a adversária após a contabilização de votos de regiões onde possui maior apoio eleitoral.
Até então, Keiko liderava a apuração desde o início da contagem.
Por causa da margem extremamente reduzida entre os candidatos, a definição do próximo presidente peruano dependerá da conclusão da apuração dos votos restantes.
Quem são os candidatos?
Roberto Sánchez
Roberto Sánchez representa o campo político de esquerda e defende mudanças estruturais no país, incluindo a elaboração de uma nova Constituição para substituir a atual Carta Magna peruana.
O candidato integrou o governo do ex-presidente Pedro Castillo, que foi destituído e preso em 2022 após ser acusado de tentar dissolver o Congresso e promover uma ruptura institucional.
No primeiro turno, Sánchez recebeu cerca de 12% dos votos válidos e garantiu vaga no segundo turno por uma diferença apertada em relação ao terceiro colocado.
Keiko Fujimori
Keiko Fujimori é uma das figuras mais conhecidas da política peruana e filha do ex-presidente Alberto Fujimori.
Representando a direita, ela terminou o primeiro turno na liderança, com aproximadamente 17,2% dos votos válidos.
Durante a campanha, pesquisas de boca de urna chegaram a apontá-la como favorita, mas o avanço da apuração em áreas rurais reduziu a vantagem e tornou a disputa ainda mais equilibrada.
Votos das regiões rurais influenciam resultado
Analistas políticos já apontavam a possibilidade de mudança no cenário eleitoral à medida que os votos das regiões mais afastadas fossem contabilizados.
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Essas áreas costumam ser apuradas por último devido às dificuldades logísticas e, historicamente, apresentam maior apoio a candidatos ligados à esquerda e a pautas voltadas para o interior do país.
Foi justamente após a inclusão desses votos que Roberto Sánchez assumiu a liderança da disputa.
Instabilidade política marca o Peru
A eleição ocorre em meio a um longo período de instabilidade política no Peru.
Nos últimos dez anos, o país teve nove presidentes diferentes, apesar de os mandatos presidenciais terem duração prevista de cinco anos.
Em um cenário de estabilidade institucional, o Peru teria tido apenas dois presidentes nesse período. No entanto, crises políticas, processos de impeachment, renúncias e disputas entre Executivo e Congresso provocaram sucessivas mudanças no comando do país.
O resultado desta eleição é visto como um momento decisivo para definir os rumos políticos e econômicos do Peru nos próximos anos.
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