A Polícia Federal deve rejeitar a nova proposta de delação premiada apresentada pelo banqueiro Daniel Vorcaro. Investigadores consideram que ele continua omitindo informações relevantes, nega o cometimento de crimes e apenas confirma fatos já conhecidos pela investigação. A decisão pode encerrar definitivamente as negociações para um acordo.
A Polícia Federal deve rejeitar nos próximos dias a nova proposta de colaboração premiada apresentada pelo banqueiro Daniel Vorcaro. A avaliação é compartilhada por integrantes da corporação envolvidos nas negociações e pode encerrar definitivamente as tratativas para um acordo de delação.
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Daniel Vorcaro – Reprodução: Redes Sociais
Segundo apurou o SBT News, a insatisfação com o conteúdo entregue pela defesa já foi comunicada ao advogado Sérgio Leonardo, responsável por representar Vorcaro, e também à equipe do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça.
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PF vê proposta como insuficiente
De acordo com investigadores, a nova versão da colaboração não apresentou avanços significativos em relação à primeira proposta, que já havia sido rejeitada.
A principal crítica é que Vorcaro estaria adotando uma postura reativa, revelando fatos apenas depois que eles já se tornaram públicos durante as investigações.
Entre os exemplos citados estão informações relacionadas a viagens supostamente custeadas para o senador Ciro Nogueira e ao investimento no filme Dark Horse, que retrata a trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Investigação aponta negativa em admitir crimes
Outro ponto que tem causado resistência entre os investigadores é a recusa do banqueiro em admitir a prática de crimes.
Na avaliação da PF, as irregularidades investigadas envolvendo o Banco Master podem configurar delitos como corrupção ativa e organização criminosa.
Mesmo diante desse cenário, Vorcaro continua sustentando que não cometeu crimes em suas relações com agentes políticos, o que enfraquece a possibilidade de um acordo de colaboração.
PGR ainda analisa material
Enquanto a Polícia Federal já caminha para uma nova rejeição, a Procuradoria-Geral da República (PGR) ainda avalia os documentos apresentados pela defesa.
A corporação entrou em contato com a equipe do procurador-geral da República, Paulo Gonet, para obter uma posição sobre a proposta.
A expectativa é que a definição sobre os próximos passos ocorra ainda nesta semana.
Proposta inclui devolução bilionária
Um dos pontos apresentados por Vorcaro envolve a promessa de devolver até R$ 60 bilhões aos cofres públicos.
Para isso, o banqueiro pede a retomada do controle do Banco Master, alegando que pretende vender ativos da instituição para quitar débitos com credores e ressarcir União e estados que teriam sido prejudicados.
Apesar da proposta, investigadores demonstram forte ceticismo em relação ao plano e avaliam que os termos apresentados não atendem aos requisitos necessários para a celebração de um acordo de colaboração premiada.
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