A Justiça do Paraná condenou Marlon Ferreira Lemes a 23 anos e três meses de prisão por planejar o ataque com soda cáustica contra a ex-namorada Isabelly Aparecida Ferreira Moro. A decisão foi tomada nesta terça-feira (09), após julgamento realizado pelo Tribunal do Júri em Jacarezinho, no Norte do estado.
A Justiça do Paraná condenou Marlon Ferreira Lemes a 23 anos e três meses de prisão por planejar o ataque com soda cáustica contra a ex-namorada Isabelly Aparecida Ferreira Moro. A decisão foi tomada nesta terça-feira (09), após julgamento realizado pelo Tribunal do Júri em Jacarezinho, no Norte do estado.

Ex-namorado é condenado por mandar jogar soda cáustica em jovem no ParanáEx-namorado é condenado por mandar jogar soda cáustica em jovem no Paraná. Foto: Reprodução.
Segundo o júri, Marlon cometeu tentativa de feminicídio com as agravantes de motivo torpe, meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima. Além da pena em regime fechado, ele também foi condenado a pagar R$ 50 mil por danos morais à jovem.
Ataque ocorreu em 2024
O crime aconteceu em 22 de maio de 2024. Isabelly caminhava em direção à academia quando foi surpreendida por uma mulher disfarçada, que lançou soda cáustica contra seu rosto e parte do corpo, em plena luz do dia na região central de Jacarezinho.
Imagens de câmeras de segurança registraram o momento em que a vítima corre pelas ruas em busca de ajuda logo após ser atingida pelo produto químico. Um barbeiro que presenciou a cena socorreu a jovem e a levou até um hospital.
Dois dias após o crime, Débora foi localizada e presa. Já Marlon, que cumpria pena por roubo, passou a ser investigado como mandante do atentado.
Em junho de 2024, os dois foram denunciados pelo Ministério Público por tentativa de feminicídio. Agora, quase dois anos depois, o Tribunal do Júri condenou Marlon pelo planejamento do crime, enquanto o julgamento da mulher acusada de executar o ataque segue pendente.
Vítima sofreu queimaduras graves
De acordo com as investigações, Isabelly sofreu queimaduras de segundo grau na boca, cavidade oral, hipofaringe e região do tronco.
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Durante o período de internação, ela precisou ser entubada, sedada e permaneceu cerca de 30 dias hospitalizada no Hospital Universitário de Londrina. As lesões deixaram sequelas físicas e emocionais, acompanhadas por tratamento médico prolongado.
Segundo o Ministério Público, Marlon foi apontado como o mentor do ataque. Na época dos fatos, ele já estava preso por outro crime. As investigações revelaram que ele teria convencido sua então companheira, Débora Aparecida Custódio Ferreira, a executar o plano. Dados extraídos do celular da acusada ajudaram a comprovar o planejamento do atentado.
Objetivo era atingir aparência da vítima
Durante depoimento prestado no processo, Débora afirmou que Marlon pesquisou sobre o uso da soda cáustica antes do crime e orientou a forma como ela deveria agir.
Segundo a acusada, o ex-namorado desejava causar danos permanentes à aparência de Isabelly.
“Ele queria jogar a soda nela para deixá-la feia”, declarou Débora em depoimento.
Ainda conforme a investigação, Marlon alegava estar incomodado com o comportamento da ex-companheira e queria lhe dar um “susto”.
Julgamento da executora foi adiado
Débora também estava sendo julgada nesta semana, mas o processo foi interrompido após seus advogados abandonarem o plenário do Tribunal do Júri.
A defesa alegou que a acusada não estaria tendo um julgamento justo. Com isso, o caso dela será analisado em uma nova data, ainda sem previsão.
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