Os terremotos são causados pela movimentação das placas tectônicas e pela liberação de energia acumulada no interior da Terra, gerando ondas sísmicas que podem provocar tremores de diferentes intensidades. No Brasil, os abalos sísmicos são menos frequentes e geralmente de baixa intensidade, já que o país está situado em uma área geologicamente estável. Ainda assim, alguns tremores marcantes já foram registrados e, ocasionalmente, terremotos ocorridos em países vizinhos podem ser sentidos em estados brasileiros próximos às fronteiras.
Os terremotos são fenômenos naturais provocados pela movimentação das placas tectônicas que compõem a crosta terrestre. Esses deslocamentos ocorrem devido ao acúmulo de energia no interior do planeta, que é liberada repentinamente ao longo de falhas geológicas, gerando tremores de diferentes intensidades.

Mapa-múndi ilustrando as principais placas tectônicas da Terra, com setas indicando o movimento entre as placas (Foto: reprodução)
Embora possam acontecer em diversas regiões do mundo, os abalos sísmicos são mais frequentes em áreas onde as placas se encontram e interagem entre si. Dependendo da magnitude, os terremotos podem causar danos significativos à infraestrutura, afetar populações inteiras e desencadear outros eventos naturais, como deslizamentos de terra e tsunamis.
Como surgem os terremotos?
Os terremotos acontecem quando a energia acumulada no interior da Terra é liberada de forma repentina, provocando vibrações que se propagam pela crosta terrestre. Esse processo está diretamente relacionado ao movimento das placas tectônicas, grandes blocos rochosos que formam a superfície do planeta.
As regiões onde essas placas se encontram concentram a maior parte da atividade sísmica, devido à presença de falhas geológicas e ao constante atrito entre as estruturas.
Embora a maioria dos tremores seja registrada nos limites das placas tectônicas, os abalos também podem ocorrer em áreas mais afastadas dessas fronteiras. Isso acontece porque existem falhas geológicas no interior das placas, capazes de acumular e liberar tensões ao longo do tempo.
Quando a pressão atinge níveis elevados, ocorre uma ruptura ou deslocamento das rochas, gerando ondas sísmicas que podem ser sentidas tanto em continentes quanto nos oceanos. O ponto na superfície terrestre localizado diretamente acima da origem do tremor é chamado de epicentro.
Em áreas continentais, os terremotos costumam ocorrer em camadas relativamente rasas da crosta, enquanto em zonas oceânicas os focos sísmicos podem atingir centenas de quilômetros de profundidade, devido às propriedades das placas que compõem o fundo dos oceanos.
Por que o Brasil registra poucos terremotos?
Diferentemente de países localizados sobre os limites das placas tectônicas, o Brasil está situado em uma região geologicamente mais estável, o que reduz significativamente a ocorrência de terremotos de grande magnitude. Ainda assim, o território brasileiro registra tremores de terra ocasionais, geralmente de baixa intensidade e sem potencial para provocar grandes destruições.
Ao longo das últimas décadas, alguns eventos sísmicos chamaram a atenção da população. Um dos mais expressivos foi registrado no Acre, em 2010, quando um abalo atingiu magnitude de 6,5.
Apesar de ter sido sentido em diversas áreas da Região Norte, seus impactos foram limitados em comparação aos terremotos observados em regiões localizadas sobre fronteiras tectônicas.
Além dos tremores gerados dentro do próprio país, estados próximos às fronteiras também podem sentir reflexos de terremotos ocorridos em nações vizinhas. Foi o caso de um forte abalo registrado no Peru em 2011, que provocou repercussões em cidades do Acre e do Amazonas, levando autoridades a adotarem medidas preventivas e a evacuarem edifícios por segurança.

Tremores já registrado entre 1955 e 2012 (Reprodução/Marcelo Assumpção-IAG/USP)
De modo geral, os terremotos registrados em território brasileiro costumam apresentar magnitudes moderadas e raramente causam danos significativos. Essa característica está relacionada à posição geográfica do país, distante das principais zonas de instabilidade geológica do planeta.
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O maior terremoto já registrado no Brasil
Embora o Brasil seja considerado uma região de baixa atividade sísmica, seu histórico registra episódios de maior intensidade. O mais forte terremoto já identificado no país ocorreu em 31 de janeiro de 1955, no estado de Mato Grosso, e teve magnitude estimada em 6,2.
O abalo foi registrado na região da Serra do Tombador, área que atualmente integra o município de Juara. Na época, o local era praticamente desabitado, o que contribuiu para que o evento recebesse pouca atenção e tivesse impacto reduzido sobre a população.
Em Cuiabá, por exemplo, moradores relataram sentir os efeitos do abalo, que provocou movimentação de objetos e foi claramente percebido pela população, embora sem registros de danos significativos.
Especialistas destacam que eventos dessa magnitude são raros no território brasileiro. Ainda assim, o episódio demonstra que, mesmo longe das principais zonas de encontro entre placas tectônicas, o país não está completamente livre da ocorrência de terremotos.
Segundo o pesquisador do Instituto de Geociências da Universidade de Brasília (UnB), Lucas Barros: “Não é possível afirmar com certeza que um novo terremoto vá acontecer. No entanto, como já houve registros anteriores, existe a possibilidade de que novos abalos aconteçam sim”, disse o pesquisador.
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Trecho digitalizado do jornal O Estado de Mato Grosso que cita o tremor sentido em Cuiabá, em 1955 (Foto: BN Digital)
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Terremoto no chile
Um forte terremoto de magnitude 6,9 foi registrado na região norte do Chile na noite de segunda-feira (25/5), conforme informações divulgadas pelo Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS). Até o momento, as autoridades locais não reportaram vítimas, feridos ou danos significativos provocados pelo abalo.
Segundo os dados do órgão norte-americano, o tremor ocorreu a cerca de 114 quilômetros de profundidade e teve seu epicentro localizado nas proximidades de Calama, município chileno com aproximadamente 150 mil habitantes.
Veja o momento do tremor:
O fenômeno foi sentido por moradores da região, que compartilharam nas redes sociais imagens mostrando móveis, luminárias e outros objetos se movimentando durante o episódio.
Tremor no Chile é percebido por moradores de São Paulo
Moradores de diferentes regiões da cidade de São Paulo relataram ter sentido leves tremores na noite segunda-feira (25/05), após um forte terremoto atingir o Norte do Chile.
O abalo sísmico, registrado às 18h52 (horário de Brasília), alcançou magnitude 6,9 e ocorreu a mais de 100 quilômetros de profundidade, segundo dados da Rede Sismográfica Brasileira.
Apesar da repercussão nas redes sociais e dos relatos de pessoas que perceberam prédios, apartamentos e estabelecimentos comerciais balançando, a Defesa Civil informou que não houve registros de danos ou ocorrências relacionadas ao fenômeno.
Nas redes sociais, moradores de diversos bairros paulistanos compartilharam experiências semelhantes, afirmando ter sentido vibrações incomuns poucos minutos após o terremoto ocorrido no território chileno.

Moradores de São Paulo relatam tremores sentido (Foto: Reprodução)
Terremoto nas Filipinas
O abalo sísmico, de magnitude 7,8, ocorreu na segunda-feira (08) próximo à ilha de Mindanao e provocou um cenário de destruição em diversas áreas da região. Além das mortes, ao menos 650 pessoas ficaram feridas e receberam atendimento médico. As equipes de emergência continuam as buscas por 16 desaparecidos.
O número de vítimas fatais do forte terremoto que atingiu o sul das Filipinas no início da semana aumentou para 46, segundo atualização divulgada nesta quarta-feira (10) pelas autoridades de Defesa Civil.
Os impactos do terremoto também atingiram a infraestrutura local. Milhares de residências sofreram danos, assim como dezenas de prédios públicos e instalações governamentais.
Em razão dos estragos, as operações do Aeroporto Internacional de General Santos foram suspensas temporariamente, permanecendo liberadas apenas para voos ligados a ações humanitárias e de socorro. O tremor ainda provocou deslizamentos de terra e levou autoridades a emitirem alertas de tsunami, posteriormente cancelados após análises dos órgãos responsáveis.
Veja os maiores terremotos já registrados na história
Embora terremotos de grande intensidade continuem chamando a atenção em diferentes partes do mundo, nenhum superou o maior abalo sísmico já registrado pelos instrumentos modernos, segundo dados do Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS).
Chile – Em 22 de maio de 1960, o Chile viveu uma das maiores tragédias naturais de sua história ao ser atingido pelo terremoto mais intenso já registrado pelos instrumentos sismológicos. O abalo provocou destruição em larga escala, deixando um elevado número de vítimas e milhões de pessoas desabrigadas em diferentes regiões do país.
Alasca (EUA) – Em 28 de março de 1964, um dos terremotos mais poderosos já registrados no mundo atingiu os Estados Unidos, alcançando magnitude 9,2. O fenômeno provocou destruição em larga escala e foi seguido por um tsunami que ampliou os danos em diversas regiões afetadas.
Sumatra (Indonésia) – Na madrugada de 26 de dezembro de 2004, um dos maiores terremotos já registrados na história moderna atingiu a região próxima à ilha de Sumatra, na Indonésia. Com magnitude 9,1, o abalo sísmico desencadeou um gigantesco tsunami que atravessou o Oceano Índico e provocou destruição em larga escala.
Honshu (Japão) – Em 11 de março de 2011, o Japão enfrentou uma das maiores tragédias naturais de sua história quando um terremoto de magnitude 9,0 atingiu a costa leste da ilha de Honshu, a principal e mais populosa do país.
Kamchatka (Rússia) – Em 4 de novembro de 1952, a Península de Kamchatka, localizada no extremo leste da Rússia, foi atingida por um poderoso terremoto de magnitude 9,0, considerado um dos mais intensos já registrados no mundo. O forte abalo sísmico gerou um tsunami que se espalhou pelo Oceano Pacífico e foi sentido em áreas distantes da região do epicentro.
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