Uma mulher trans identificada como Maria Júlia da Silva foi presa na última terça-feira (09), em Lauro de Freitas, na Região Metropolitana de Salvador, após ser condenada pelo crime de estupro de vulnerável.

Primeira mulher trans de cidade baiana é presa após condenação por estupro de vulnerável (Foto: Reprodução/Alô Juca)
Primeira mulher trans de cidade baiana é presa após condenação por estupro de vulnerável (Foto: Reprodução/Alô Juca)

Uma mulher trans identificada como Maria Júlia da Silva foi presa na última terça-feira (09), em Lauro de Freitas, na Região Metropolitana de Salvador, após ser condenada pelo crime de estupro de vulnerável.

Segundo a Polícia Civil da Bahia, ela foi localizada por equipes da Delegacia de Proteção ao Turista (DELTUR) e encaminhada para os procedimentos legais. A condenada permanecerá à disposição da Justiça para cumprimento da pena.

Condenação é de 14 anos de prisão

De acordo com as informações divulgadas pelo programa Alô juca, Maria Júlia foi condenada a 14 anos de prisão após o trânsito do processo relacionado ao crime de estupro de vulnerável.

As investigações apontaram que a vítima era um sobrinho que estaria sob seus cuidados à época dos fatos, ocorridos em 2009.

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Os detalhes do processo não foram divulgados pelas autoridades em razão da natureza do crime e da proteção à vítima.

Maria Júlia ficou conhecida por retificação de documentos

Maria Júlia ficou conhecida no município de Lauro de Freitas por ter sido a primeira mulher trans da cidade a realizar a retificação de nome e gênero nos documentos oficiais.

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A prisão chamou atenção nas redes sociais devido à repercussão de sua trajetória pública no município.

Condenada nega as acusações

Segundo informações divulgadas pelo portal Alô Juca, Maria Júlia nega ter cometido o crime e afirma que teria sido vítima de uma armação.

Até a publicação desta reportagem, a defesa da condenada não havia sido localizada para comentar o caso ou informar se pretende recorrer da decisão judicial.

Caso segue sob responsabilidade da Justiça

Com a prisão realizada, Maria Júlia foi apresentada às autoridades competentes e permanecerá custodiada para o cumprimento da pena determinada pela Justiça.

O caso segue sob acompanhamento do Poder Judiciário, que conduz os procedimentos relacionados à execução da sentença.

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