O assassinato brutal da adolescente Laura Rosa Macedo Marinho, ocorrido em 2019 em Boa Vista, teve um desfecho definitivo 7 anos depois do crime. A Polinter prendeu as criminosas Fernanda Carneiro do Nascimento (35) e Karen de Oliveira Fernandes (30). Condenadas pelo Tribunal do Júri por participarem da tortura e decapitação da jovem em um “tribunal do crime”, elas não podem mais recorrer e cumprirão pena em regime fechado.

Morte de jovem decapitada após romance com faccionado ganha reviravolta 7 anos depois

O brutal assassinato da adolescente Laura Rosa Macedo Marinho, de 17 anos, que foi decapitada em 2019 e chocou o estado de Roraima pela crueldade do “tribunal do crime”, ganhou um desfecho.

Sete anos após a execução da jovem decapitada, uma operação estratégica da Delegacia de Polícia Interestadual (Polinter) resultou, na última segunda-feira (08), na prisão de Fernanda Carneiro do Nascimento, de 35 anos, e Karen de Oliveira Fernandes, de 30 anos, em Boa Vista. Condenadas pelo Tribunal do Júri em caráter definitivo, as criminosas esgotaram todas as possibilidades de recurso e iniciaram o cumprimento da pena em regime fechado.

De acordo com as informações oficiais divulgadas pela Polícia Civil de Roraima, as capturas ocorreram nos bairros São Francisco e 31 de Março, localizados na zona Leste da capital. O mandado de prisão definitiva coloca fim a um longo ciclo judicial e traz uma forte reviravolta para o caso da adolescente decapitada, cuja morte brutal foi decretada por uma organização criminosa.

Jovem morreu após falso convite para lanche

​As investigações apontam que a emboscada que resultou na morte cruel da jovem foi planejada detalhadamente. Utilizando um falso convite para um lanche, os bandidos atraíram a adolescente de 17 anos e sua irmã até uma residência no bairro Caranã, na zona Oeste de Boa Vista, que funcionava como base para a facção.

​A dinâmica inicial do crime registrou os seguintes desdobramentos:

  • ​Fuga do cativeiro: A irmã de Laura Rosa demonstrou perspicácia ao conseguir escapar do local sob forte vigilância e acionou imediatamente o batalhão da Polícia Militar.
  • ​Sessão de tortura: Laura Rosa continuou em poder do bando, sofrendo agressões físicas severas. Um dos envolvidos usou o cabo de uma arma de fogo para golpear a cabeça da menor de idade repetidas vezes.

​Guerra de facções e ciúmes motivaram execução de jovem decapitada

​A motivação para o “tribunal do crime” envolveu a rivalidade de grupos rivais e um relacionamento anterior que ainda não teria sido encerrado de forma definitiva. Os criminosos desconfiavam de um suposto envolvimento amoroso da jovem com um integrante de uma facção rival à do seu ex-companheiro.

​Em coletiva de imprensa na época, a Polícia Militar informou que Laura Rosa namorava Alef William de Oliveira Barroso, de 23 anos, membro da mesma facção que a assassinou. Alef já está preso. Ao todo, a quadrilha que participou do sequestro, tortura e ocultação de cadáver era composta por quatro homens e oito mulheres que dividiram as funções na execução da jovem de 17 anos.

​Fernanda confessou julgamento paralelo e revelou nomes de executores à polícia

​Logo após a fuga da irmã da vítima em 2019, a Polícia Militar invadiu o cativeiro no bairro Caranã e prendeu Fernanda Carneiro do Nascimento em flagrante.

Na ocasião, diante das evidências levantadas pela equipe de investigação, Fernanda não sustentou álibis e detalhou o funcionamento da estrutura do julgamento paralelo.

​Em depoimento prestado à polícia à época, Fernanda confessou a realização do “tribunal do crime” e confirmou que a adolescente de 17 anos havia sido condenada à morte por decapitação.

Além de assumir a coparticipação no cárcere e nas agressões, ela revelou os nomes e as funções de todos os comparsas responsáveis por levar a vítima até o local da execução.

​Operação terminou com apreensão de arsenal e suspeitos mortos

​Por fim, o cerco policial para capturar o restante do bando estendeu-se até o residencial Vila Jardim, onde Karen de Oliveira Fernandes foi presa em uma grande operação ao lado de outras quatro pessoas adultas e um adolescente apreendido. Durante as diligências nos blocos, dois suspeitos armados reagiram à abordagem e morreram em uma intensa troca de tiros com a PM.

​Naquela mesma ação, as forças de segurança apreenderam armas, drogas, dinheiro em espécie e o veículo utilizado para o rapto.

O corpo de Laura Rosa Macedo Marinho foi localizado dias depois em uma área de buritizal no loteamento João de Barro, decapitado e enterrado em uma cova rasa com os membros expostos, consolidando a crueldade que agora, 7 anos depois do crime, foi punida em definitivo pela Justiça de Roraima.

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