Três adolescentes foram apreendidos em Tabaporã (MT) suspeitos de participar da morte de um jovem de 23 anos em um “tribunal do crime”. O corpo da vítima foi encontrado em uma lavoura de milho, e a Polícia Civil apura o envolvimento de facção criminosa.
Três adolescentes foram apreendidos em flagrante pela Polícia Civil na tarde de quarta-feira (10), em Tabaporã, no Mato Grosso, suspeitos de participação em um homicídio com características de “tribunal do crime”.

(Foto: Polícia Civil MT)
Os menores, de 15, 16 e 17 anos, responderão por atos infracionais análogos aos crimes de ocultação de cadáver, homicídio e integração em facção criminosa ultraviolenta.
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Crime cometido a mando de facção
A investigação da Delegacia de Tabaporã buscava esclarecer o desaparecimento de Everson da Rosa Teles, de 23 anos, que não era visto desde 2 de junho. Durante as diligências, os policiais reuniram indícios de que o jovem foi atraído para uma emboscada em uma residência da cidade.
Segundo a Polícia Civil, no local a vítima teria sido submetida a tortura e morta por asfixia e estrangulamento com cordas e fios. As apurações apontam ainda que a execução foi determinada por integrantes de uma facção criminosa, que acompanhavam a ação por chamada de vídeo.
Adolescentes foram apreendidos
Após o homicídio, os suspeitos teriam enrolado o corpo em panos, colocado em um VW Gol e levado até uma lavoura de milho, onde o cadáver foi escondido. O corpo foi localizado pelo Núcleo de Inteligência da delegacia cerca de 20 quilômetros da cidade, já em estado de decomposição.
A Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) de Sinop foi acionada para realizar os exames no local. Com base nas provas reunidas, os três adolescentes foram apreendidos e encaminhados à delegacia, onde foram ouvidos pelo delegado Geremias Ferreira.
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Delegado fala sobre o crime
Como os crimes de ocultação de cadáver e integração em facção criminosa são considerados permanentes, os menores foram apreendidos em flagrante. A Polícia Civil representou ao Juízo da Infância e Juventude pela internação provisória dos adolescentes.
“Considerando a extrema gravidade concreta dos fatos, a covardia da execução e a periculosidade evidenciada pelo vínculo faccionado, foi representado ao Juízo da Infância e Juventude pela internação provisória dos adolescentes”, disse o delegado Geremias Ferreira, responsável pelo caso.
As investigações continuam para identificar outros possíveis envolvidos no crime e esclarecer todos os detalhes da execução.
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