O Nubank protagonizou um erro nesta sexta-feira (12), ao enviar, de forma equivocada, notificações que informavam o encerramento das operações da instituição financeira.
O Nubank protagonizou um erro nesta sexta-feira (12), ao enviar, de forma equivocada, notificações que informavam o encerramento das operações da instituição financeira.

Foto: Reprodução / Nubank.
A liquidação extrajudicial da empresa, no entanto, não passava de um alarme falso. Segundo a instituição, a mensagem se trata de um “erro operacional pontual”.
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A suposta liquidação do Nubank, no entanto, relembrou outros episódios de instituições brasileiras que quebraram nos últimos anos, por diversos motivos, geralmente atrelados a fraudes financeiras, má gestão, manipulação de balanços e concessão de crédito desenfreado.
Em determinado momento, no entanto, as operações passam a ser percebidas pelo Sistema Financeiro Nacional (SFN), e podem até mesmo render a liquidação a partir do Banco Central (BC), principal executor de todo o sistema brasileiro.
Bancos que faliram no Brasil
Bamerindus (1997)
Um dos primeiros bancos que fechou as portas a partir do lançamento do Plano Real, em 1994, foi o Bamerindus, um dos maiores bancos privados do Brasil na década, e que foi fechado em 1997, poucos anos após a reformulação na moeda nacional, que ocasionou a redução de supostas receitas contabilizadas em balanços financeiros, anteriormente percebidos no período da hiperinflação, evidenciando dificuldades financeiras.
Como consequência, o Banco Central decretou intervenção em decorrência do registro de um patrimônio líquido negativo de aproximadamente R$ 4,2 bilhões, sendo dividido: a parte saudável continuou em operação, agora vendida ao HSBC.
Banco Santos (2004)
Fundado pelo banqueiro Edemar Cid Ferreira, o Banco Santos era conhecido por atender grandes empresas e clientes de alta renda.
Apesar da atuação sólida, foi liquidada pelo Banco Central após a descoberta de graves inconsistências contábeis, em meio a fraudes bilionárias, manipulação de balanços e ocultação de prejuízos. O caso se tornou um dos grandes escândalos financeiros da década de 2000.
PanAmericano (2010)
Administrado pelo Grupo Silvio Santos por cerca de 40 anos, entre 1969 e 2011, o Banco PanAmericano apresentou rombo contábil de R$ 2,5 bilhões, em decorrência da venda de carteiras de crédito para outras instituições financeiras enquanto ainda eram contabilizadas nos balanços do banco.
Em seguida, o episódio se tornou o maior resgate bancário da história quando o Fundo Garantidor de Crédito (FGC) realizou um empréstimo para financiar o rombo. Durante sua retomada, o PanAmericano foi vendido ao BTG Pactual, e mais tarde passou a operar somente como Banco Pan.
Caso Master
O Banco Master protagonizou a maior intervenção bancária da história recente do país em termos de ativos envolvidos. Após meses de questionamentos do mercado sobre seu modelo de negócios, o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do Master em novembro de 2025, ao apontar a emissão de títulos sem lastro real, gestão fraudulenta, lavagem de dinheiro e ocultação de bens.
A instituição possuía cerca de R$ 86 bilhões em ativos e mais de R$ 62 bilhões em depósitos cobertos pelo FGC. A liquidação ocorreu após tentativas frustradas de venda e reestruturação. Especialistas consideram a intervenção do Master uma das maiores já realizadas pelo Banco Central brasileiro.
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