A trágica morte da jovem Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, que caiu de uma altura de 40 metros em um salto de rope jump no último sábado (13), reacendeu o alerta sobre o histórico de acidentes na Ponte do Esqueleto, entre Limeira e Cordeirópolis (SP). O local, desativado há 30 anos, acumula episódios graves desde 2017, incluindo fraturas em saltos duplos em 2025 e o primeiro óbito em 2024, quando a ciclista Kelly Stefani caiu de uma altura de 15 metros.
A Ponte do Esqueleto, que fica em uma área rural entre Limeira (SP) e Cordeirópolis (SP), agora está conhecida mundialmente por seus riscos após a repercussão mundial da morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, que perdeu a vida ao ser lançada de cerca de 40 metros durante uma atividade de rope jump, neste último sábado (13).
Porém, essa não foi a primeira tragédia no local. Há cerca de dois anos, em 2024, uma outra mulher também perdeu a vida ao despencar da estrutura. Mas, antes, outras pessoas também se acidentaram durante a prática esportiva.

Ponte do Esqueleto
Histórico de acidente
A estrutura, localizada na Estrada Doutor Cássio de Freitas Levy, a Ponte do Esqueleto, está fora de operação há aproximadamente três décadas. Porém, ganhou mais frequentadores nos últimos anos, quando ciclistas e corredores da região passaram a praticar esporte no local.
Além dos adeptos do ciclismo e da corrida, o local também se tornou referência para esportistas que praticam modalidades de aventura. E foi justamente neste momento que os acidentes começaram a acontecer com mais frequência.
Agora, o Bacci Notícias irá relembrar os acidentes mais recentes que acabaram repercutindo na mídia por conta das gravidades. Em 2017, um homem que praticava rapel acabou caindo de cerca de 10 metros após o cabo de segurança romper.
Já em 2020, uma mulher acabou ferida também em um salto pendular de rope jump, mesma modalidade que vitimou Maria Eduarda neste sábado, após colidir com as pilastras da ponte durante o salto.
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Em 2024, o primeiro acidente fatal foi registrado no local. Uma ciclista, identificada como Kelly Stefani de Oliveira Alves, moradora de Rio Claro também no interior de São Paulo, perdeu a vida após sofrer uma queda de aproximadamente 15 metros.
Kelly participava de um passeio ciclístico ao lado do marido e de outros integrantes de um grupo de pedal quando o acidente aconteceu.
Relatos de testemunhas indicam que ela teria perdido o equilíbrio ao se aproximar de uma das laterais da estrutura, cuja proteção é considerada baixa, e acabou despencando juntamente com a bicicleta. Ela não resistiu aos ferimentos e morreu no local.
Em 31 de agosto de 2025, mais um acidente envolvendo casos de rope jump no local foi registrado. Desta vez, duas mulheres, de 22 e 24 anos, que realizavam um salto duplo, ficaram feridas gravemente após a corda que as vítimas utilizavam durante o salto ser maior que o limite de segurança dos 31 metros da queda.
Com isso, a corda não foi suficiente para segurar o impacto e elas acabaram indo ao chão. Ambas sofreram múltiplas fraturas e ficaram em estado grave por vários dias em hospitais. Mas depois se recuperaram bem.
O caso mais recente
Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, morreu após participar de um salto de rope jump na Ponte do Esqueleto, em Limeira, no interior de São Paulo, no último sábado (13).
Vídeos que circulam nas redes sociais mostram o momento em que a jovem é lançada da estrutura. Segundo informações apuradas pela Polícia Militar, a principal linha de investigação aponta para uma falha no procedimento de segurança.

(Foto: Reprodução / Redes Sociais)
Testemushas relataram que a corda responsável por proteger a participante não teria sido conectada corretamente antes do salto, o que pode ter provocado uma queda de aproximadamente 40 metros.
Equipes de resgate foram acionadas, mas a vítima não resistiu aos ferimentos. Três homens responsáveis pela atividade tiveram a prisão preventiva decretada pela Justiça e foram indiciados por homicídio com dolo eventual, quando se assume o risco de provocar a morte.
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