Seguir a Seleção Brasileira até a final da Copa do Mundo de 2026, nos Estados Unidos, exige um investimento financeiro estimado entre R$ 150 mil e R$ 250 mil por pessoa para uma jornada de 39 dias. Especialistas apontam que os ingressos inflacionados (que passam de R$ 6 mil na revenda) e a complexa logística de voos internos entre as cidades-sede são os maiores vilões do orçamento, superando despesas tradicionais como hospedagem e alimentação de luxo.
Apesar de o Brasil não ter estreado da maneira que boa parte dos brasileiros esperava, ao empatar por 1 a 1 com o Marrocos, em Nova Jersey, nos Estados Unidos, a torcida tupiniquim não desistiu de torcer pelo hexa na Copa do Mundo de 2026.
Nesta primeira fase, ainda faltam dois jogos pela frente: Haiti, na próxima sexta-feira (19), às 21h30, em Filadélfia, e na quarta-feira (24), contra a Escócia, em Miami, às 19h.

Torcida brasileira em bom número na Copa do Mundo 2026 (Foto: Rafael Ribeiro/CBF)
A Copa do Mundo mais cara da história
Mas, você que sempre sonhou em acompanhar a Seleção Brasileira em um mundial, qual o valor total investido por um brasileiro caso ele queira acompanhar todos os jogos do Brasil até a final, caso chegue até lá? O Portal Bacci Notícias conversou com especialistas e irá te responder agora.
Para muitos, é a Copa do Mundo mais cara da história. Afinal, uma simples cerveja para acompanhar uma partida de dentro do estádio custa cerca de US$ 15, ou 81 reais na cotação atual.
De acordo com especialistas, contando com o valor dos ingressos, passagens aéreas de ida e volta para o Brasil, além de voos internos, hospedagem, alimentação e transporte, o valor estimado de investimento é entre R$ 150 mil e R$ 250 mil por pessoa.
O valor do levantamento leva em conta os 39 dias de viagem, que seria o total de dias de jornada de um torcedor brasileiro caso a Seleção Brasileira chegue até a final. Apenas na primeira fase, levando em conta as três partidas, o custo estimado fica entre R$ 40 mil e R$ 60 mil por pessoa.
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Ingressos viraram o maior vilão
Se antigamente o maior gasto de um torcedor era a passagem aérea, na Copa do Mundo de 2026 a realidade é outra. Os ingressos se transformaram no item mais caro e imprevisível de toda a viagem.
Somente na fase de grupos, o valor médio oficial para assistir aos jogos do Brasil ultrapassou os US$ 1.300 (cerca de R$ 7,1 mil). Na estreia da Seleção Brasileira diante do Marrocos, em Nova Jersey, torcedores relataram ter desembolsado cerca de R$ 6 mil pelo ingresso mais barato disponível nas plataformas de revenda.
E a tendência é de alta conforme o torneio avança. Em uma eventual final, os ingressos mais simples podem ultrapassar os US$ 2 mil, valor superior a R$ 11 mil na cotação atual.
A Copa dos aviões
Outro fator que pesa no orçamento é a logística. Diferente de outros mundiais, a Copa de 2026 acontece simultaneamente em três países — EUA, Canadá e México — e espalhada por diversas cidades da América do Norte.
Para um brasileiro acompanhar todos os jogos da Seleção, não basta comprar uma passagem para os Estados Unidos e ficar parado em uma única cidade.
A passagem aérea de ida e volta saindo do Brasil custa entre R$ 4,5 mil e R$ 7,5 mil. Porém, o grande impacto financeiro aparece nos deslocamentos internos.
Dependendo do caminho percorrido pelo Brasil, o torcedor precisará jogar e embarcar diversas vezes entre diferentes estados americanos e até outros países-sede. O gasto total com voos internos pode variar entre R$ 20 mil e R$ 30 mil ao longo do torneio.

Brasil estreou com empate na Copa do Mundo 2026 (Foto: Rafael Ribeiro/CBF)
Dormir também custa caro
Como acontece em praticamente toda Copa do Mundo, hotéis e hospedagens aproveitaram a alta demanda para reajustar os preços.
Em cidades como Nova York, Miami e arredores de Nova Jersey, uma diária em hotel três estrelas varia entre US$ 150 e US$ 500. Na prática, isso significa desembolsar entre R$ 800 e R$ 2,7 mil por noite.
Ao longo dos quase 40 dias de competição, o gasto com hospedagem pode superar os R$ 45 mil, mesmo para quem optar por acomodações consideradas simples e dividir quarto com outra pessoa.
Até a cerveja pesa no bolso
Os gastos diários também ajudam a explicar por que esta é considerada por muitos especialistas a Copa do Mundo mais cara da história.
Uma alimentação básica nos Estados Unidos pode custar entre US$ 30 e US$ 70 por dia. Já dentro dos estádios, os preços chamam ainda mais atenção.
Uma cerveja simples é vendida por cerca de US$ 15, valor que ultrapassa os R$ 80 na conversão atual.
O transporte local também sofreu reajustes durante o Mundial. Em alguns dias de jogos, trajetos que normalmente custariam US$ 15 chegaram a ultrapassar US$ 100 devido à grande procura por parte dos torcedores.
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