Uma viagem de férias resultou em fim trágico para uma turista russa. Anna Korosteleva (50) teve morte cerebral após consumir vinho supostamente contaminado por metanol durante uma estadia em Bali, na Indonésia. O caso mobilizou familiares e amigos, que agora tentam arrecadar recursos para manter o tratamento da mulher.

Анна Коростелева (Anna Korosteleva). (Reprodução / redes sociais)
Анна Коростелева (Anna Korosteleva). (Reprodução / redes sociais)

Uma viagem de férias resultou em fim trágico para uma turista russa. Anna Korosteleva (50) teve morte cerebral após consumir vinho supostamente contaminado por metanol durante uma estadia em Bali, na Indonésia. O caso mobilizou familiares e amigos, que agora tentam arrecadar recursos para manter o tratamento da mulher.

De acordo com as informações divulgadas pela imprensa russa, Anna estava acompanhada do namorado, Igor, de 39 anos, quando comprou vinho tinto em uma barraca à beira da estrada. Ela ingeriu duas taças da bebida, enquanto o companheiro não consumiu o produto.

Анна Коростелева (Anna Korosteleva). (Reprodução / redes sociais)

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Pouco tempo depois, a turista começou a apresentar sintomas graves, incluindo náuseas, vômitos, sensibilidade intensa à luz e dificuldades respiratórias. O namorado a levou para uma unidade hospitalar, mas, antes mesmo de receber atendimento, Anna sofreu convulsões e perdeu a consciência.

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Internada desde o dia 31 de maio, a russa foi submetida a ventilação mecânica e sessões de hemodiálise. No entanto, apesar dos esforços da equipe médica, o quadro evoluiu para insuficiência renal e, posteriormente, para perda total da atividade cerebral.

Segundo os médicos responsáveis pelo atendimento, Anna sofreu uma intoxicação por metanol, substância altamente tóxica que pode ser encontrada em bebidas adulteradas.

Mãe vende imóveis

Mesmo após o diagnóstico de morte cerebral, familiares seguem buscando alternativas para custear a permanência da turista sob suporte artificial. Pessoas próximas afirmam que os gastos médicos já ultrapassaram 2,5 milhões de rublos, valor equivalente a cerca de 25,8 mil libras esterlinas.

Um novo exame de tomografia foi solicitado para confirmar o diagnóstico. Enquanto isso, de acordo com o site russo Star Hit, a mãe de Anna avalia vender propriedades para ajudar a arcar com os custos do tratamento. Um amigo da família afirmou que todos estão tentando encontrar alternativas financeiras para evitar que a mãe precise se desfazer de seus bens.

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Investigação segue sem confirmação

Até o momento, não há confirmação oficial sobre a abertura de uma investigação envolvendo a origem da bebida consumida pela turista. As autoridades também não informaram se houve recolhimento de amostras do vinho fpara análise laboratorial. O toxicologista russo Mikhail Kutushov destacou que, embora o metanol seja uma das principais hipóteses, outras substâncias podem provocar sintomas semelhantes.

Segundo ele, compostos como o etilenoglicol podem causar quadros parecidos. Além disso, exames com a garrafa com a bebida ajudariam na elucidação, com a identificação de vestígios de metanol mesmo após o consumo da bebida. O caso segue gerando repercussão na Rússia e levantando alertas sobre os riscos do consumo de bebidas de origem desconhecida durante viagens internacionais.

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