A apreensão de uma arma atribuída a Jair Bolsonaro durante uma blitz em Brasília levou o ministro Alexandre de Moraes a pedir explicações da defesa. O caso levantou dúvidas sobre o cumprimento da prisão domiciliar do ex-presidente, que pode ser reavaliada pelo STF antes do fim do prazo da medida.

Ex-presidente Jair Bolsonaro (Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil)
Ex-presidente Jair Bolsonaro (Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil)

A apreensão de uma arma atribuída ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) durante uma blitz em Brasília levantou dúvidas no Supremo Tribunal Federal (STF) sobre o cumprimento da prisão domiciliar do político.

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O ministro Alexandre de Moraes aguarda explicações da defesa de Bolsonaro sobre o caso. Caso os esclarecimentos não sejam considerados satisfatórios, a manutenção da prisão domiciliar poderá ser reavaliada.

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Arma foi encontrada durante blitz

A pistola foi apreendida durante uma fiscalização da Polícia Militar em Taguatinga, no Distrito Federal.

Segundo as informações, um sargento do Exército cedido ao Gabinete de Segurança Institucional (GSI) conduzia o veículo quando foi abordado. Durante a vistoria, os policiais localizaram a arma.

Inicialmente, o militar informou que a pistola era de sua propriedade. Depois, afirmou que o armamento pertencia a Jair Bolsonaro.

De acordo com o relato apresentado, a arma teria sido entregue pelo ex-presidente na segunda-feira (15) para reparo após a identificação de uma pane. A devolução estava prevista para o dia seguinte.

STF pede esclarecimentos

Diante da ocorrência, Alexandre de Moraes determinou que a defesa de Bolsonaro apresente explicações sobre o caso.

O ministro também quer esclarecimentos sobre as razões que motivaram o envio da arma para conserto às vésperas do término do período de prisão domiciliar.

Além disso, Moraes solicitou informações à Polícia Militar do Distrito Federal sobre o cumprimento das medidas impostas ao ex-presidente durante o benefício.

Domiciliar termina neste mês

Jair Bolsonaro cumpre prisão domiciliar desde março. O prazo de 90 dias da medida termina no próximo dia 25. Até a apreensão da arma, a avaliação era de que o benefício vinha sendo cumprido sem intercorrências.

Agora, o episódio passou a integrar a análise do STF sobre a situação do ex-presidente.

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