A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro informou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que ele solicitou auxílio a um militar do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) para realizar reparos em uma arma de fogo registrada em seu nome. Segundo os advogados, o armamento havia sido deixado inoperante pela própria equipe de segurança, que retirou uma peça essencial por precaução diante dos efeitos de medicamentos utilizados por Bolsonaro.

Jair Bolsonaro (Foto: Antonio Cruz /Agência Brasil)
Jair Bolsonaro (Foto: Antonio Cruz /Agência Brasil)

Em manifestação encaminhada ao Supremo Tribunal Federal (STF) nesta quarta-feira (17), a defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro confirmou que ele solicitou auxílio a um integrante do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) para realizar um reparo em uma arma registrada em seu nome.

Ex-presidente Jair Bolsonaro (Foto: Agência Brasil)

Segundo os advogados, o armamento havia sido previamente inutilizado por integrantes da equipe responsável pela segurança do ex-presidente. A medida, de acordo com a defesa, teria sido adotada de forma preventiva diante de preocupações relacionadas ao estado de saúde de Bolsonaro e aos efeitos de medicamentos que ele vinha utilizando.

Ainda conforme o documento, os remédios prescritos poderiam provocar alterações cognitivas, o que levou os agentes de segurança a retirarem uma peça essencial para o funcionamento da arma sem que Bolsonaro fosse informado previamente.

A defesa sustenta que a iniciativa teve como objetivo reduzir eventuais riscos, tornando o equipamento incapaz de efetuar disparos até que a situação fosse regularizada.

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Defesa relaciona episódio a efeitos de medicamentos

Em novembro de 2025, o ex-presidente já havia sido alvo de atenção das autoridades após uma tentativa de danificar a própria tornozeleira eletrônica. Na ocasião, sua defesa atribuiu o comportamento a possíveis efeitos colaterais de medicamentos, que teriam provocado episódios de confusão mental e alterações de percepção.

A arma, uma Glock calibre 9 milímetros registrada em nome de Bolsonaro, seria encaminhada para manutenção, mas acabou sendo apreendida durante uma abordagem da Polícia Militar no Distrito Federal.

Durante a fiscalização, os agentes verificaram que o armamento possuía registro regular junto ao Exército, porém o documento obrigatório de porte, Certificado de Registro de Arma de Fogo (Craf), e identificação da arma não estava presente no veículo.

Diante da irregularidade administrativa, a arma foi recolhida e o caso passou a ser analisado pela Polícia Civil do Distrito Federal. Os advogados do ex-presidente afirmaram ainda que não pretendem solicitar a devolução do equipamento enquanto Bolsonaro permanecer submetido ao regime de prisão domiciliar.

Jair Bolsonaro apresenta melhora (Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

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Nota da PM

“A Polícia Militar do Distrito Federal informa que, durante abordagem realizada na madrugada desta segunda-feira (15), na DF-001, Km 79, em frente ao Tag Park, em Taguatinga, um militar do Exército Brasileiro que conduzia veículo oficial foi encaminhado à 21ª Delegacia de Polícia após ser encontrada, além da arma institucional regularmente portada, uma segunda arma de fogo no interior do veículo.

Durante a ocorrência, o abordado informou não possuir a documentação da segunda arma e declarou que o armamento pertenceria a terceiro. Diante dos fatos, a arma e o condutor foram conduzidos à 21ª DP.

A identificação da propriedade, origem, regularidade e eventual vinculação da arma apreendida a qualquer pessoa dependerá da análise dos órgãos competentes, especialmente das autoridades responsáveis pela investigação.”

Nota do GSI

“Sobre o assunto, informamos que o GSI não realiza a segurança de ex-Presidentes, incluindo o senhor Jair Messias Bolsonaro.

Os servidores à disposição dos ex-Presidentes são de livre indicação dos mesmos e não estão subordinados nem vinculados operacionalmente ao GSI, conforme dispõem a Lei Nº 7.474, de 8 de maio de 1986, e o Decreto Nº 6.381, de 27 de fevereiro de 2008.

Informamos ainda que, de acordo com o decreto supramencionado, o GSI oferece a capacitação e a avaliação de servidores e de condutores de veículos, que integram a segurança dos ex-Presidentes da República. (Portaria GSI/PR Nº 136, de 20 de setembro de 2024).”

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