A Polícia Federal deflagrou a nona fase da Operação Compliance Zero e cumpriu mandado de busca e apreensão contra o senador Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo Lula no Senado. A investigação apura supostas fraudes financeiras envolvendo o Banco Master e uma possível rede de corrupção e espionagem.
A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira a nona fase da Operação Compliance Zero e teve como um dos alvos o senador Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo Lula no Senado.

Polícia Federal (Reprodução/Agência Brasil)
O parlamentar foi alvo de mandado de busca e apreensão no âmbito das investigações que apuram um suposto esquema de fraude financeira relacionado ao Banco Master.
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Além de Jaques Wagner, a operação também teve como alvo o empresário Augusto Lima, ex-sócio do ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
Mandados em três estados
Os mandados estão sendo cumpridos na Bahia, em São Paulo e no Distrito Federal por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF).
Até o momento, a Polícia Federal não divulgou detalhes sobre os materiais apreendidos durante a operação.
Investigação começou em 2025
Deflagrada em novembro de 2025, a Operação Compliance Zero começou investigando a suposta criação de carteiras de crédito sem lastro e a emissão de títulos fraudulentos pelo Banco Master em um esquema apontado pelos investigadores como bilionário.
Com o avanço das apurações, outros nomes passaram a ser investigados em razão de relações com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, que está preso.
Entre eles está o senador Ciro Nogueira (PP-PI), que também foi citado em fases anteriores da operação.

Cláudio Castro foi alvo na fase anterior
A oitava fase da Operação Compliance Zero teve como alvo o ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL).
As investigações daquela etapa apuravam aportes considerados suspeitos do Rioprevidência em letras financeiras do Banco Master que somariam cerca de R$ 3 bilhões.
PF ampliou foco da investigação
Além das suspeitas de fraude financeira, a Polícia Federal passou a investigar uma suposta rede de corrupção e pagamento de vantagens indevidas a agentes públicos.
Os investigadores também apuram a existência de uma estrutura paralela de espionagem e intimidação, conhecida nas apurações como “A Turma”.
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