Uma mulher conhecida na cidade por interpretar a personagem Mamãe Noel em eventos beneficentes está sendo julgada nesta quinta-feira (18) pela morte do próprio marido, que também participava das ações natalinas como Papai Noel.

Foto: Reprodução.
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Uma mulher conhecida na cidade por interpretar a personagem Mamãe Noel em eventos beneficentes está sendo julgada nesta quinta-feira (18) pela morte do próprio marido, que também participava das ações natalinas como Papai Noel.

Casal era conhecido na região pela participação voluntária em ações sociais de Natal. Foto: Reprodução.

 O caso, que chocou moradores de Campo Alegre, em Santa Catarina, voltou ao centro das atenções durante o júri popular realizado em São Bento do Sul.

Entenda o caso

De acordo com a denúncia do Ministério Público, Soeni Cardoso Borges, de 54 anos, matou o marido, Carlos Emir Meier, de 48, após uma discussão dentro de casa, cinco dias antes do Natal de 2020. A acusação sustenta que o desentendimento começou por causa de um vazamento em uma máquina de lavar roupas.

Segundo a investigação, a mulher teria atingido o companheiro com uma facada no tórax. O golpe atingiu uma região próxima ao coração e provocou uma hemorragia interna fatal.

Defesa apresenta outra versão

A defesa afirma que o episódio não pode ser analisado de forma isolada. Segundo a advogada de Soeni, a mulher sofria violência doméstica há anos e agiu para se defender durante uma nova agressão.

Um laudo pericial apontou escoriações e hematomas no braço da acusada. Conforme o relato apresentado pela defesa, os ferimentos teriam sido causados por um puxão dado pelo marido momentos antes da facada.

Além disso, um boletim de ocorrência registrado em 2015 já relatava supostas agressões cometidas por Carlos contra a esposa.

Caso mobilizou a cidade

O casal era bastante conhecido em Campo Alegre por participar de programas sociais voltados para crianças durante o período natalino. Por isso, a morte de Carlos gerou forte repercussão entre moradores da região.

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A própria acusada se apresentou espontaneamente à polícia após o ocorrido e responde ao processo em liberdade desde então. O Ministério Público sustenta a tese de homicídio qualificado por motivo fútil, enquanto a defesa pede o reconhecimento da legítima defesa.

O que acontece agora?

O júri popular decidirá se Soeni deve ser condenada ou absolvida. Caso os jurados entendam que houve crime sem justificativa legal, a mulher poderá sair do tribunal presa para o cumprimento da pena que será definida pelo juiz responsável pelo caso.

O resultado do julgamento deve definir um dos casos mais comentados da região nos últimos anos e encerrar uma disputa judicial marcada por versões opostas sobre o que realmente aconteceu naquela noite de dezembro.

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