A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou nesta quinta-feira (18), o recolhimento de lotes de dois antibióticos e de uma solução fisiológica após identificar graves desvios de qualidade nos produtos.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou nesta quinta-feira (18), o recolhimento de lotes de dois antibióticos e de uma solução fisiológica após identificar graves desvios de qualidade nos produtos.

Anvisa publicou as medidas no Diário Oficial da União e determinou o recolhimento imediato dos produtos.
Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil.
Em um dos casos, a fiscalização encontrou um pedaço de vidro dentro de um frasco do medicamento, levando à proibição imediata da venda, distribuição e uso dos lotes afetados.
Quais produtos foram afetados?
Entre os medicamentos recolhidos está o lote 2519879 do antibiótico injetável Polycid, fabricado pela União Química. Segundo a Anvisa, foi identificado um fragmento de vidro dentro de um frasco ampola íntegro do produto, utilizado no tratamento de infecções graves.
Outro lote afetado é o 24101854 do fosfato de clindamicina injetável, produzido pela Hypofarma. Durante a fiscalização, foram encontrados solução amarelada, corpos estranhos e precipitados no interior de frascos lacrados.
Outras proibições anunciadas
Além dos recolhimentos, a Anvisa proibiu a fabricação, comercialização, distribuição, propaganda e uso de diversos anestésicos e despigmentantes da marca New Agulha, destinados a procedimentos de micropigmentação.
De acordo com o órgão, os produtos eram vendidos sem registro sanitário e fabricados por empresas sem autorização para produzir medicamentos.
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A agência também determinou a apreensão dos produtos Glowvena, Master Fit One e Trembolona, comercializados na internet sem registro ou cadastro junto à Anvisa.
Já a Hypofarma informou, em nota, que está cumprindo a determinação e colaborando integralmente com as autoridades sanitárias.
Farmácia também foi alvo da fiscalização
Outra medida atingiu a Farmácia S J do Jabour, que teve suspensas a comercialização e a divulgação de todas as suas preparações magistrais.
A Anvisa afirma que a empresa oferecia medicamentos manipulados padronizados, sem individualização e sem prescrição médica, prática proibida pela legislação sanitária.
As medidas passaram a valer imediatamente após a publicação da Resolução RE nº 2.403/2026 no Diário Oficial da União.
Enquanto isso, a Anvisa orienta que pacientes e estabelecimentos de saúde não utilizem os lotes afetados e acompanhem as orientações dos fabricantes e das autoridades sanitárias.
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