O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) acolheu o relatório da Polícia Civil que descartou que o desaparecimento de um relógio de luxo da influenciadora Amanda Castanha tenha ocorrido no Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas (SP). Com isso, o órgão pediu à Justiça que a investigação seja encaminhada para a comarca de Recife (PE), onde a influenciadora reside.
O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) acolheu o relatório da Polícia Civil que descartou que o desaparecimento de um relógio de luxo da influenciadora Amanda Castanha tenha ocorrido no Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas (SP). Com isso, o órgão pediu à Justiça que a investigação seja encaminhada para a comarca de Recife (PE), onde a influenciadora reside.

Ministério Público concluiu que não há indícios de furto em Viracopos e pediu que investigação continue em Recife. Foto: Reprodução / Redes sociais.
O pedido foi protocolado na quarta-feira (17) e considera que há a possibilidade de o suposto furto ter ocorrido apenas no destino final da viagem, já na região metropolitana da capital pernambucana. A decisão sobre a mudança de competência ainda será analisada pela Justiça.
Investigação descartou crime no aeroporto
A investigação foi instaurada após Amanda Castanha registrar boletim de ocorrência em 23 de maio e relatar, nas redes sociais, que um relógio de luxo, avaliado em cerca de R$ 28 mil, teria desaparecido durante um procedimento de inspeção de segurança no terminal doméstico de Viracopos, após desembarcar de um voo vindo dos Estados Unidos.
Durante as investigações, a Polícia Civil realizou diligências, ouviu agentes de proteção da aviação civil e analisou mais de duas horas de imagens das câmeras de monitoramento e do sistema de raio-x do aeroporto.
Segundo o relatório policial, as imagens mostram que o relógio permaneceu dentro da bolsa da influenciadora durante toda a inspeção de segurança. Além disso, após o procedimento, a bagagem voltou imediatamente ao controle da passageira e de seu marido.
A investigação também concluiu que não houve qualquer movimentação considerada suspeita por parte dos funcionários responsáveis pela inspeção.
Funcionário ficou apenas quatro segundos com a bagagem
De acordo com o delegado Bruno Roberto da Silva de Assis, responsável pelo inquérito, o único momento em que um funcionário permaneceu sozinho com a bolsa da influenciadora durou apenas quatro segundos.
Segundo o delegado, esse intervalo seria insuficiente para abrir a bolsa, retirar o relógio de dentro da caixa, fechar todos os compartimentos e devolver a bagagem sem levantar suspeitas.
A Polícia Civil também comparou as imagens da primeira e da segunda passagem da bolsa pelo aparelho de raio-x e concluiu que a disposição dos objetos permaneceu exatamente a mesma, sem qualquer indício de manipulação.
Relembre o caso
Amanda Castanha afirmou que transportava um relógio Cartier modelo Panthère Steel dentro de uma caixa azul, além de um par de brincos de diamante.
Segundo o relato apresentado no boletim de ocorrência, o detector de metais acionou durante a inspeção, fazendo com que ela fosse submetida a três revistas pessoais enquanto sua bagagem passava duas vezes pelo equipamento de raio-x.
A influenciadora afirmou que, ao chegar em casa, percebeu que a caixa do relógio estava aberta, os brincos haviam sido mexidos e o relógio havia desaparecido.
Em vídeos publicados nas redes sociais, Amanda também questionou a atuação dos funcionários responsáveis pela inspeção e levantou suspeitas sobre o procedimento adotado no aeroporto.
Ver essa foto no Instagram
Influenciadora mantém ação na Justiça
Mesmo após o encerramento do inquérito em São Paulo, Amanda Castanha informou que continuará com a ação judicial movida em Pernambuco.
A defesa da influenciadora afirma que pretende solicitar uma perícia independente nas imagens do circuito interno de segurança para verificar novamente toda a dinâmica da inspeção.
Leia também:
Ainda em maio, a Justiça determinou que a concessionária Aeroportos Brasil Viracopos preservasse e apresentasse todas as imagens da inspeção, além da escala completa dos agentes que trabalhavam no local no dia do ocorrido.
Aeroporto avalia medidas judiciais
Em nota, a concessionária Aeroportos Brasil Viracopos afirmou que a investigação confirmou a regularidade dos procedimentos de segurança adotados no terminal e que não foram encontrados indícios de manipulação da bagagem por parte dos agentes.
A empresa também destacou que os profissionais responsáveis pela inspeção são capacitados e atuam seguindo normas nacionais e internacionais da aviação civil.
Diante da conclusão do inquérito, a concessionária informou que estuda adotar medidas judiciais para proteger sua imagem institucional e combater a divulgação de informações que considera inverídicas ou divulgadas antes da conclusão das investigações.
Leia mais no Bacci Notícias:
