Uma jovem de 20 anos denunciou ter sido vítima de violação de privacidade após uma foto íntima armazenada em seu celular ser copiada sem autorização durante um atendimento em uma loja de telefonia em Chapecó, Santa Catarina. Segundo o relato, o atendente teve acesso ao aparelho sob o pretexto de realizar alterações em seu plano telefônico e teria transferido a imagem para o próprio dispositivo.
Uma jovem de 20 anos denunciou ter sido vítima de violação de privacidade após uma fotografia íntima armazenada em seu celular ser copiada sem consentimento durante um atendimento em uma loja de telefonia em Chapecó, no Oeste de Santa Catarina. O caso ocorreu na última quinta-feira (11) e passou a ser investigado pelas autoridades.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/H/i/4F0AgoTBSHEpvALNZ9Kg/funcionario-de-loja-de-telefonia-de-sc-confessou-a-pm-que-transferiu-foto-intima-de-jovem-para-o-proprio-celular.png)
Eduarda Kruger (Foto: reprodução)
Segundo o relato de Eduarda Kruger, ela esteve em uma unidade da operadora TIM para realizar alterações em seu plano telefônico. Durante o procedimento, um funcionário pediu acesso ao aparelho e solicitou a senha de desbloqueio para concluir o atendimento por meio do aplicativo da empresa.
Após deixar o estabelecimento, a jovem descobriu que uma imagem de cunho íntimo havia sido retirada de seu dispositivo sem autorização.
“Eu só trouxe isso para trazer um alerta porque, se eu não tivesse feito isso, aonde que poderia chegar essa foto minha? É uma situação muito delicada. Eu estou muito mal. Estou triste, me senti muito culpada por ter passado a senha do meu celular para ele, mas ele só estava fazendo o trabalho dele até então”.
Acesse o canal BNTV no Youtube
Descoberta após o atendimento
Após ser acionada, a Polícia Militar compareceu ao local e registrou um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO). Esse tipo de procedimento é utilizado em casos considerados de menor potencial ofensivo, abrangendo contravenções penais e crimes cuja pena máxima não ultrapassa dois anos.
O caso será analisado pelo Juizado Especial Criminal. Até esta quinta-feira (18), não havia atualização pública sobre o andamento do processo judicial. De acordo com o relato da jovem, a suspeita surgiu logo após ela sair da loja.
Já dentro do carro, ao verificar o celular, ela percebeu uma notificação indicando o compartilhamento de um arquivo por meio do AirDrop, recurso utilizado para transferência de dados entre dispositivos da Apple. A ferramenta permanecia aberta na tela, mostrando que a operação havia sido concluída.
Diante da descoberta, a vítima procurou as autoridades e formalizou uma denúncia contra um colaborador que a atendeu no estabelecimento.
Leia também:
Jovem relata acesso indevido
Segundo o relato de Eduarda, o atendente teria utilizado o período em que permaneceu com o celular em mãos para acessar áreas restritas do aparelho sem autorização. A jovem afirma que o homem entrou na pasta de arquivos ocultos e transferiu uma fotografia íntima para o próprio dispositivo.
“Quando eu vi eu entrei em estado de choque. Liguei para o meu pai desesperada, liguei para minha irmã e liguei para o meu amigo policial também. Ele me aconselhou a ligar no 190 e fazer essa denúncia. Eu liguei no 190”, contou.
Conforme a vítima, ao verificar o celular do suspeito, foi possível constatar que havia diversas imagens de outras mulheres armazenadas em uma pasta oculta, o que levantou a suspeita de que a conduta pudesse ter ocorrido em outras ocasiões.
Ainda de acordo com Eduarda, ela mesma removeu do aparelho do funcionário todos os arquivos relacionados ao seu caso, inclusive aqueles que estavam na lixeira. Em seguida, dirigiu-se à delegacia para formalizar a denúncia e registrar a ocorrência.
Após a repercussão do episódio, a jovem relatou ter sido procurada por uma representante da operadora, que entrou em contato para apresentar um pedido de desculpas pelo ocorrido.
Nota da TIM
A empresa reforça que adota tolerância zero a esse tipo de atitude e conduta. A pessoa envolvida não era funcionária da operadora, mas de um parceiro, e foi desligada assim que os fatos, que fogem completamente aos seus padrões de ética e conduta, foram identificados.
A companhia pede desculpas pelo ocorrido e se solidariza com a cliente.
Leia mais no Bacci Notícias:
