A Polícia Civil informou que os pais de Maria Fernanda Cândido da Rocha, de 2 anos, serão indiciados por abandono de incapaz após a morte da criança em Doverlândia, no interior de Goiás. A menina desapareceu depois de ficar sozinha em casa, em uma propriedade rural, enquanto os pais estavam em uma represa próxima. Após quase três dias de buscas que mobilizaram bombeiros, policiais, voluntários, cães farejadores, drones e equipes aéreas, o corpo da criança foi encontrado às margens de um rio
A Polícia Civil informou que os pais da pequena Maria Fernanda Cândido da Rocha, de 2 anos, deverão responder por abandono de incapaz após a conclusão das investigações sobre o desaparecimento da criança em Doverlândia.

Maria Fernanda Cândido da Rocha (Foto: Reprodução)
Maria Fernanda foi localizada sem vida na quarta-feira (17), às margens de um rio situado a cerca de dois quilômetros da residência da família. De acordo com o laudo preliminar da Polícia Técnico-Científica, a menina morreu em decorrência de hipotermia e desidratação, seguidas de um afogamento considerado atípico, já que não foram encontrados sinais de água nos pulmões.
A perícia também apontou que o óbito teria ocorrido aproximadamente 24 horas antes da localização do corpo. Segundo as investigações, a criança foi vista pela última vez na segunda-feira (15).
Na ocasião, os pais teriam saído para uma represa próxima, localizada a cerca de 100 metros da casa, deixando a menina sozinha.
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Menina é encontrada morta
A localização do corpo de Maria Fernanda ocorreu justamente no dia em que a menina completaria 2 anos de idade. Antes da descoberta, equipes que participavam das buscas encontraram uma fralda e uma peça de roupa que pertenciam à criança em uma área próxima ao leito de um rio.
Segundo o Corpo de Bombeiros Militar de Goiás, os objetos foram fundamentais para orientar o trabalho dos cães farejadores, que passaram a concentrar as buscas na região onde a menina acabou sendo encontrada. A confirmação da morte foi feita pela própria corporação.
De acordo com as informações preliminares, o corpo não apresentava sinais aparentes de violência. Ainda assim, exames periciais serão realizados para determinar com precisão as circunstâncias da morte e esclarecer o que aconteceu nos momentos que antecederam o óbito.
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Desaparecimento mobilizou força-tarefa
O desaparecimento de Maria Fernanda mobilizou uma grande operação de busca em uma região rural de difícil acesso, localizada a mais de 20 quilômetros do centro de Doverlândia.
A menina havia ficado sozinha em casa antes de ser dada como desaparecida, dando início a uma força-tarefa que reuniu equipes de diferentes órgãos de segurança e dezenas de voluntários.
Na terça-feira (16), os trabalhos ganharam reforço com a chegada de cães especializados em buscas, transportados por aeronave até a área. Mais de 70 pessoas participaram da operação, que contou com integrantes do Corpo de Bombeiros, das polícias Militar e Civil, além de moradores da região.

Corpo de menina desaparecida é encontrado, em Goiás — Foto: Divulgação/ Corpo de Bombeiros e Polícia Civil
Inicialmente, as buscas foram realizadas simultaneamente por terra, água e ar. No entanto, a estratégia foi redirecionada após a identificação de possíveis rastros da criança a cerca de um quilômetro da residência, concentrando os esforços em áreas de mata e terrenos próximos.
No dia seguinte, equipes do Grupamento de Radiopatrulhamento Aéreo (Graer) passaram a auxiliar a operação, utilizando drones com sensores térmicos para ampliar o alcance das buscas.
Pais relataram ter ouvido grito antes do desaparecimento
Conforme relataram os pais às autoridades, eles estavam em uma represa próxima à residência quando ouviram um grito da menina. Ao retornarem para casa, no entanto, não conseguiram mais localizá-la.
Os primeiros trabalhos de procura foram conduzidos por equipes do Corpo de Bombeiros de Caiapônia, que iniciaram o reconhecimento do terreno e as ações emergenciais na tentativa de encontrar a criança.
As varreduras abrangeram a residência da família, áreas de mata, regiões montanhosas, trilhas naturais, arredores da represa e outros pontos considerados estratégicos pelas equipes responsáveis pela operação.
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