O julgamento dos policiais militares acusados de participação na execução do empresário e delator do PCC, Vinicius Gritzbach, foi cancelado na noite desta segunda-feira (22), no Fórum Criminal da Barra Funda, na capital paulista.

Vinicius Gritzbach - Foto: Reprodução/RecordTV
Vinicius Gritzbach - Foto: Reprodução/RecordTV

O julgamento dos policiais militares acusados de participação na execução do empresário e delator do PCC, Vinicius Gritzbach, foi cancelado na noite desta segunda-feira (22), no Fórum Criminal da Barra Funda, na capital paulista.

Infográfico: Bacci Notícias/IA

Infográfico: Bacci Notícias/IA

A sessão marcava o início do Tribunal do Júri e tinha previsão de se estender até a próxima sexta-feira (26). No entanto, um desentendimento entre advogados de defesa e o representante do Ministério Público levou à interrupção dos trabalhos.

Diante da saída de parte da equipe de defesa do plenário, o juiz responsável pelo caso determinou a dissolução do Conselho de Sentença, tornando necessária a remarcação do julgamento.

TJSP confirma interrupção do júri

Segundo informações do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP), houve abandono do plenário por parte de advogados que atuavam na defesa dos réus após um conflito com o promotor responsável pela acusação.

Em nota, o tribunal informou:

“Houve abandono do plenário por parte da defesa dos réus após desentendimento com o promotor e, por isso, dissolução do Conselho de Sentença. O júri será redesignado para data oportuna.”

Até o momento, não foi divulgada uma nova data para a retomada do julgamento.

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Relembre a execução de Vinicius Gritzbach

Antônio Vinicius Gritzbach foi morto a tiros em 8 de novembro de 2024 durante um ataque ocorrido em plena luz do dia no Aeroporto Internacional de Guarulhos, na Grande São Paulo.

Além dele, o motorista de aplicativo Celso Araújo Sampaio de Novais, de 41 anos, também foi atingido pelos disparos e morreu. Outras duas pessoas ficaram feridas na ação.

O julgamento é presidido pelo juiz Rodrigo Tellini de Aguirre Camargo.

Caso teve repercussão nacional

A execução ganhou destaque em todo o país pela forma como ocorreu e pela ligação de Gritzbach com investigações envolvendo organizações criminosas.

Embora atuasse no setor imobiliário, ele era investigado por suspeitas de participação em esquemas de lavagem de dinheiro relacionados a facções criminosas, incluindo o PCC e o Comando Vermelho.

Ao mesmo tempo, colaborava com autoridades e fornecia informações sobre integrantes dessas organizações, circunstância apontada pelas investigações como possível motivação para o assassinato.

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Investigação apontou participação de várias pessoas

O inquérito foi conduzido pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) e concluído após cerca de quatro meses de trabalho.

Considerada uma das investigações mais complexas dos últimos anos, a apuração resultou em aproximadamente 500 páginas de documentos e no indiciamento de oito pessoas.

Segundo a Polícia Civil, seis investigados foram apontados por participação direta no homicídio, enquanto outros dois teriam auxiliado na fuga dos executores.

Policiais militares também se tornaram réus

As investigações revelaram ainda o envolvimento de 18 policiais militares em diferentes fases do caso.

Três deles, apontados como autores dos disparos que mataram Gritzbach, foram pronunciados pela Justiça e também deverão ser submetidos a julgamento pelo Tribunal do Júri em uma etapa posterior do processo.

Os policiais permanecem presos no Presídio Militar Romão Gomes, em São Paulo.

Suposto mandante segue foragido

De acordo com a Polícia Civil, o suposto mandante do crime seria Emílio Carlos Gongorra, conhecido como “Cigarreira”, apontado pelas investigações como integrante do Comando Vermelho.

Segundo os investigadores, a motivação do assassinato estaria relacionada a uma combinação de vingança pessoal e disputas financeiras envolvendo esquemas de lavagem de dinheiro e investimentos em criptomoedas.

Emílio Carlos Gongorra e outros dois investigados seguem foragidos.

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