A médica veterinária Lidiane Cecília Pereira, de 42 anos, presa após atear fogo no próprio marido em Campo Grande (MS), afirmou em depoimento à polícia que suspeitava de uma traição e que queria pressioná-lo a admitir um suposto relacionamento extraconjugal.
A médica veterinária Lidiane Cecília Pereira, de 42 anos, presa após atear fogo no próprio marido em Campo Grande (MS), afirmou em depoimento à polícia que suspeitava de uma traição e que queria pressioná-lo a admitir um suposto relacionamento extraconjugal.
O caso ocorreu na segunda-feira (23), em uma residência no bairro Santa Luzia. A vítima, um servidor público federal de 41 anos, sofreu queimaduras graves e permanece internada em estado crítico.

Reprodução | Campo Grande News (Maya Severino)
Discussões começaram após suspeita de traição
Segundo o depoimento prestado pela veterinária, os conflitos entre o casal começaram ainda no domingo (22), quando ela passou a desconfiar que o marido mantinha um relacionamento fora do casamento.
Na manhã seguinte, o assunto voltou a gerar uma discussão dentro da residência.
“Eu queria que ele me dissesse, abrisse o jogo, porque o tempo todo ele falava de retomar o casamento, da gente ficar junto, mas não era o que eu sentia. Eu queria que ele me confirmasse”, declarou durante o interrogatório.
Mulher relata que queria assustar o marido
De acordo com a investigada, ela jogou álcool sobre uma mochila que o marido utilizaria em uma viagem para Brasília e, em seguida, acendeu um isqueiro.
A veterinária afirmou que não pretendia provocar ferimentos e que a situação saiu do controle quando as chamas atingiram a roupa da vítima.
“Não fiz isso com a intenção de machucar ele. Era mais para pressionar ele a falar a verdade e as coisas saíram do controle”, disse.
Ainda segundo o relato, ela tentou apagar o fogo ao perceber que a camiseta do marido estava em chamas.
Filha encontrou pai em chamas
A filha do casal, de 22 anos, contou que acordou após ouvir os gritos de socorro do pai vindos do quintal da residência.
Ao sair do quarto, ela encontrou o homem em chamas e utilizou uma mangueira para apagar o fogo.
O rápido atendimento foi fundamental para conter as queimaduras até a chegada do socorro.
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Vítima está internada em estado grave
A vítima é servidor público federal e ex-diretor do Instituto Federal de Mato Grosso do Sul (IFMS).
Ele sofreu queimaduras graves e está internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Proncor, em Campo Grande.
Até a última atualização desta reportagem, seu estado de saúde era considerado grave e ele permanecia entubado.
Prisão preventiva foi decretada
Lidiane Cecília Pereira passou por audiência de custódia nesta terça-feira (24).
A Justiça converteu a prisão em flagrante em prisão preventiva, determinando que a investigada permaneça detida durante o andamento das investigações.
Com a decisão, ela deverá ser transferida para uma unidade do sistema prisional de Mato Grosso do Sul.
A Polícia Civil segue apurando as circunstâncias do caso.
