Bianca Moura, esposa de MC Negão Original, usou as redes sociais neste domingo (28) para publicar uma carta aberta em apoio ao funkeiro, preso na última quinta-feira (25) durante uma operação da Polícia Civil de São Paulo.

MC Negão Original e sua esposa Bianca Moura (Foto: Reprodução/Redes sociais)
MC Negão Original e sua esposa Bianca Moura (Foto: Reprodução/Redes sociais)

Bianca Moura, esposa de MC Negão Original, usou as redes sociais neste domingo (28) para publicar uma carta aberta em apoio ao funkeiro, preso na última quinta-feira (25) durante uma operação da Polícia Civil de São Paulo.

MC Negão Original e sua esposa Bianca Moura (Foto: Reprodução/Redes sociais)

Em uma publicação no Instagram, Bianca declarou acreditar na inocência de João Vitor Ribeiro, nome de batismo do artista, e afirmou que continuará ao lado do marido durante todo o processo.

Esposa declara apoio ao cantor

Na mensagem, Bianca descreveu as dificuldades enfrentadas pela família desde a prisão e reforçou sua confiança de que a Justiça esclarecerá o caso.

“Há alguns dias, nossas vidas mudaram completamente. Desde então, os dias têm sido mais difíceis, as noites mais longas e a saudade parece já não ter fim. Não consigo acreditar na injustiça que estamos vivendo”, escreveu.

A esposa do cantor também destacou que conhece a pessoa por trás da carreira artística.

“Muitos conhecem o MC Negão Original, mas eu conheço o João Vitor por trás da música. Conheço seus sonhos, suas lutas, seu carinho, sua fé em Deus e tudo o que você faz por quem ama.”

Ao final da carta, Bianca reafirmou que permanecerá ao lado do marido.

“Eu seguirei firme, orando, esperando e te apoiando até que tudo isso passe. Eu te amo hoje, amanhã e em todos os dias que ainda vamos viver juntos. Deus está com você, e todos aqueles que te amam também.”

Prisão ocorreu durante operação da Polícia Civil

MC Negão Original foi preso durante a Operação Fim da Fábula, que investiga uma organização criminosa suspeita de aplicar golpes virtuais milionários em diferentes estados do país.

Segundo as investigações, o grupo é suspeito de atuar em crimes como estelionato, fraude eletrônica e lavagem de dinheiro.

Defesa pede revogação da prisão

Em nota, o advogado Robson Cyrillo informou que, após o cumprimento do mandado de prisão, o cantor passou por audiência de custódia, destinada a verificar a legalidade da prisão e as condições em que ela foi realizada.

A defesa informou que já protocolou um pedido de revogação da prisão preventiva e um habeas corpus, ambos ainda pendentes de análise pelo Poder Judiciário.

Os advogados sustentam que não estão presentes os requisitos para a manutenção da prisão cautelar e afirmam que as transações financeiras atribuídas ao artista são lícitas.

Segundo a defesa, a aquisição do imóvel citado na investigação ocorreu em período posterior aos fatos apurados na primeira fase da operação.

Os representantes de João Vitor também argumentam que o cumprimento do mandado demonstra que o cantor está à disposição da Justiça, afastando qualquer risco de fuga.

“A defesa reafirma sua confiança na Justiça e permanece convicta de que, com a apreciação das medidas já submetidas ao Judiciário e o pleno exercício do contraditório e da ampla defesa, ficará demonstrada a desnecessidade da prisão cautelar e a inocência de João Vitor (MC Negão Original)”, diz trecho da nota.

Por estratégia processual, os advogados informaram que não concederão entrevistas neste momento e que todos os esclarecimentos serão apresentados exclusivamente ao Poder Judiciário.

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MC Negão Original é investigado por suposto esquema de fraudes

MC Negão Original é um dos investigados na Operação Fim da Fábula, deflagrada pela Polícia Civil para apurar a atuação de uma organização criminosa suspeita de praticar golpes virtuais em diversos estados do país.

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Segundo as investigações, o grupo seria responsável por diferentes modalidades de fraude, como o chamado golpe do INSS, o golpe do falso advogado e o golpe da mão fantasma.

A investigação também aponta que a organização utilizava clonagem de chaves Pix, falsas centrais de atendimento, cartões clonados, plataformas de apostas on-line e fintechs para movimentar recursos obtidos de forma ilícita e dificultar o rastreamento dos valores.

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