O julgamento do coronel da PM Geraldo Leite Rosa Neto, acusado de matar a soldado Gisele Alves Santana, começou nesta segunda-feira (29), em São Paulo. A audiência deve durar até sexta-feira (3), com cerca de 40 testemunhas. A investigação concluiu que Gisele foi vítima de feminicídio, descartando a versão inicial de suicídio.

Tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto é réu por feminicídio (Foto: Reprodução)
Tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto é réu por feminicídio (Foto: Reprodução)

O julgamento do coronel da Polícia Militar Geraldo Leite Rosa Neto, de 53 anos, acusado de matar a soldado Gisele Alves Santana, de 32 anos, começa nesta segunda-feira (29), em São Paulo. Preso desde 18 de março no Presídio Militar Romão Gomes, na Zona Norte da capital, ele responde pelos crimes de feminicídio e fraude processual.

Tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto (Foto: Reprodução / Redes Sociais)

Tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto (Foto: Reprodução / Redes Sociais)

A audiência será destinada à produção de provas orais e ao esclarecimento dos fatos. Ao todo, aproximadamente 40 testemunhas devem ser ouvidas durante os trabalhos, que podem se estender até a próxima sexta-feira (3).

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Por causa do jogo da Seleção Brasileira na Copa do Mundo, a juíza Michelle Carreiro, da 5ª Vara do Júri, determinou que o primeiro dia da audiência seja realizado de forma virtual. Os demais depoimentos ocorrerão presencialmente no Fórum Criminal da Barra Funda, na zona oeste da capital paulista.

Cronograma dos depoimentos

A programação do julgamento foi dividida ao longo de cinco dias:

  • 29 de junho, às 9h30 (online): depoimentos do delegado responsável pelo caso, Lucas de Souza Lopes, e de uma vizinha do casal;
  • 30 de junho, às 9h30: policiais militares e uma testemunha protegida;
  • 1º de julho, às 9h30: os pais da soldado Gisele, Marinalva e José Simonal de Santana, a filha da policial (em depoimento especial), o ex-companheiro e pai da criança, policiais militares e dois peritos criminais;
  • 2 de julho, às 9h30: policiais militares, incluindo o coronel para quem Geraldo Rosa Neto ligou após o disparo, além de duas testemunhas ouvidas virtualmente;
  • 3 de julho, às 10h: três testemunhas de defesa serão ouvidas por videoconferência. Em seguida, será realizado o interrogatório do coronel, encerrando a fase de instrução.

Caso deixou de ser tratado como suicídio

Inicialmente, a morte da soldado Gisele Alves Santana foi registrada como um possível suicídio. No entanto, familiares da policial contestaram essa versão e relataram que ela vivia um relacionamento marcado por ciúmes, controle e comportamentos abusivos.

Com o avanço das investigações, a Polícia Civil concluiu que a versão apresentada pelo coronel Geraldo Leite Rosa Neto não era compatível com as evidências reunidas pela perícia. Os laudos técnicos e demais elementos colhidos ao longo da apuração levaram os investigadores a concluir que Gisele foi vítima de feminicídio.

Além da acusação pelo assassinato, o coronel também responde por fraude processual, por suspeita de tentar alterar a cena do crime para sustentar a hipótese inicial de suicídio.

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