Corpos de vítimas dos terremotos na Venezuela foram enfileirados em La Guaira enquanto aguardam identificação. O desastre já deixou mais de 1.400 mortos, milhares de feridos e mobiliza equipes internacionais que seguem as buscas por sobreviventes entre os escombros.
Corpos de vítimas dos terremotos que atingiram a Venezuela começaram a ser enfileirados nas ruas do estado de La Guaira, uma das regiões mais devastadas pelos abalos sísmicos e declarada “zona de desastre” pelo governo venezuelano.

(Foto: Reprodução)
As cenas foram registradas enquanto equipes de resgate seguem retirando vítimas dos escombros de prédios que desabaram.
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Principal localização atingida pelos tremores
As imagens, gravadas no sábado (27), mostram dezenas de corpos acondicionados em sacos funerários em uma instalação governamental de La Guaira, onde aguardam os procedimentos de identificação pelas autoridades.
No local, socorristas utilizam equipamentos de proteção, enquanto familiares e moradores acompanham o trabalho de reconhecimento das vítimas.
La Guaira concentra parte significativa da destruição provocada pelos terremotos. Segundo o governo venezuelano, mais de 100 edifícios desabaram apenas no estado, que foi um dos mais atingidos pelos tremores.
Mais de 1.400 vítimas na Venezuela
O balanço mais recente divulgado pelo governo da presidente interina Delcy Rodríguez, neste domingo (29), aponta que a tragédia já deixou mais de 1.400 mortos e mais de 3 mil feridos. A Organização das Nações Unidas (ONU) estima que cerca de 50 mil pessoas ainda estejam desaparecidas.
Os terremotos ocorreram na quarta-feira (24), com um intervalo inferior a um minuto entre eles. Os dois epicentros ficaram separados por aproximadamente cinco quilômetros. O tremor mais intenso, de magnitude 7,5, teve epicentro na cidade de El Guayabo, a cerca de 168 quilômetros de Caracas.
Abalos sísmicos de elevada magnitude
Além da elevada magnitude, especialistas apontam que a baixa profundidade dos abalos contribuiu para ampliar os danos estruturais. Quanto mais próximo da superfície ocorre um terremoto, maior tende a ser a intensidade das ondas sísmicas percebidas e, consequentemente, os impactos sobre construções.
Réplicas também foram registradas em cidades costeiras próximas à capital, como La Guaira, agravando a situação. O Aeroporto Internacional de Caracas chegou a ser fechado por questões de segurança.
Segundo dados oficiais, mais de 700 edifícios sofreram colapso em todo o país, sendo cerca de 200 completamente destruídos.
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Equipes de resgate seguem na busca por vítimas
Equipes de resgate da Venezuela e de diversos países continuam atuando na busca por sobreviventes sob os escombros. As autoridades destacam que as primeiras 48 a 72 horas após um desastre costumam representar o período com maiores chances de localizar vítimas com vida.
Apesar disso, os trabalhos seguem de forma ininterrupta, já que ainda existem possibilidades, embora reduzidas, de encontrar sobreviventes.
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