A ex-colaboradora terceirizada do Departamento Estadual de Trânsito do Maranhão, Maria Gabriele Mesquita da Silva, foi condenada a quatro anos de prisão em regime fechado pelo crime de racismo após publicar mensagens ofensivas nas redes sociais envolvendo o jogador Vinícius Júnior. O caso ocorreu em outubro de 2025 e voltou a repercutir nos últimos dias.

Mulher é condenada a 4 anos de prisão por ataques racistas contra Vinícius Jr. (Foto: Reprodução/Redes sociais)
Mulher é condenada a 4 anos de prisão por ataques racistas contra Vinícius Jr. (Foto: Reprodução/Redes sociais)

A ex-colaboradora terceirizada do Departamento Estadual de Trânsito do Maranhão, Maria Gabriele Mesquita da Silva, foi condenada a quatro anos de prisão em regime fechado pelo crime de racismo após publicar mensagens ofensivas nas redes sociais envolvendo o jogador Vini Júnior. O caso ocorreu em outubro de 2025 e voltou a repercutir nos últimos dias.

Vinícius Júnior comemora gol na vitória do Brasil sobre a Escócia. Foto: FIFA.

De acordo com a decisão da Justiça do Maranhão, a condenação se baseia em uma série de publicações com conteúdo discriminatório contra pessoas negras.

A sentença foi assinada pelo juiz Diego Duarte de Lemos, da Comarca de São Luís Gonzaga do Maranhão, em ação penal proposta pelo Ministério Público do Maranhão.

Justiça fixa indenização de R$ 15 mil

Além da pena de prisão, a Justiça determinou que Maria Gabriele pague R$ 15 mil por danos morais coletivos. O valor será destinado ao Fundo Estadual de Igualdade Racial do Maranhão.

Apesar da condenação, a ré poderá recorrer em liberdade, já que respondeu ao processo solta. Após o trânsito em julgado da ação, também deverá ter os direitos políticos suspensos durante o cumprimento da pena.

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Publicações continham frases racistas

Segundo a denúncia apresentada pelo Ministério Público, Maria Gabriele publicou inicialmente mensagens em texto e, posteriormente, gravou vídeos reforçando o conteúdo discriminatório.

Entre as declarações atribuídas à condenada estão frases como:

“Homem feio é bicho que não presta para nada, ainda mais preto.”

“Eu não namoro com preto nem para ganhar dinheiro.”

“Vocês podem até me ver com homem feio, mas com preto nunca.”

Em outro vídeo, ela ainda afirmou:

“Preto é bicho amostrado mesmo! Nunca conheci um preto para não ser amostrado.”

Mulher é condenada a 4 anos de prisão por ataques racistas contra Vini J (Foto: Reprodução/Redes sociais)

Justiça entendeu que ofensas atingiram toda a população negra

Durante o processo, testemunhas relataram que as publicações faziam referência a um suposto casal formado pela influenciadora Virginia Fonseca e o jogador Vinícius Júnior.

No entanto, a Justiça concluiu que as mensagens ultrapassaram qualquer crítica ou referência individual e atingiram toda a coletividade negra.

Na sentença, o magistrado destacou que o crime de racismo, previsto na Lei nº 7.716/1989, não exige que a ofensa seja direcionada a uma pessoa específica. Basta que haja manifestação discriminatória contra um grupo ou coletividade.

Por esse motivo, embora o contexto envolvesse o nome de Vinícius Júnior, a condenação foi fundamentada no caráter racista das declarações dirigidas à população negra como um todo.

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