A família de Vitória Silva de Oliveira Pedroso, estudante de pedagogia de 20 anos assassinada pelo ex-companheiro em fevereiro deste ano, na Zona Sul de São Paulo, busca o agravamento das acusações contra o suspeito Bruno Rodrigues Martins, de 25 anos. Segundo o advogado da família, documentos do processo apontam indícios de que a jovem teria sofrido violência sexual antes de ser morta
Em fevereiro deste ano, a estudante Vitória Silva de Oliveira Pedroso, de 20 anos, foi morta pelo ex-companheiro dentro da casa onde vivia, na região do Valo Velho, na Zona Sul de São Paulo.
O principal suspeito do crime é Bruno Rodrigues Martins, de 25 anos, que já tinha registros relacionados a violência contra mulheres e havia sido preso anteriormente por uma agressão contra a própria vítima.

Caso Vitória Foto: Reprodução/TV Globo)
Além de cursar o ensino superior na área de pedagogia, Vitória trabalhava como balconista em um supermercado de Itapecerica da Serra.
De acordo com familiares, ela havia tomado a decisão de deixar o relacionamento após enfrentar episódios de violência e tinha se mudado para uma residência própria apenas uma semana antes do crime.
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Laudo pericial
Um novo laudo obtido com exclusividade pelo portal BacciNotícias, o Dr. Lucas Silva Santos, advogado criminalista da família de Vitória Silva de Oliveira Pedroso, informou que teve acesso aos autos do processo e pretende solicitar uma ampliação da denúncia apresentada pelo Ministério Público.
Inicialmente, o suspeito foi denunciado pelo crime de feminicídio, mas a família busca que outras possíveis violações sejam incluídas na acusação.
Segundo o advogado que acompanha o caso, os documentos do processo apontariam que a jovem teria sofrido outras agressões antes da morte, incluindo marcas de violência.
“Antes da morte, ela foi abusada sexualmente, tem inclusive mordida nos seios e penetração anal, assim de fato que estamos lutando agora pra que haja um aditamento da denúncia do Ministério Público e que o ex responda também, além do feminicídio pelo crime de estupro”, disse o advogado.
Familiares de Vitória relataram estar abalados e revoltados com os detalhes apresentados no andamento da investigação.
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Jovem acionou botão do pânico
Vitória Silva de Oliveira Pedroso era acompanhada pelo programa “Guardiã Maria da Penha”, iniciativa voltada ao monitoramento e proteção de mulheres vítimas de violência doméstica que possuem medidas protetivas.
Segundo um agente da Guarda Civil Metropolitana (GCM) de Itapecerica da Serra, a jovem chegou a acionar o botão do pânico cerca de um mês antes do crime, após relatar uma agressão cometida pelo ex-companheiro.
De acordo com o relato do agente, o suspeito permaneceu à disposição da Justiça, mas teria sido liberado após a audiência de custódia. Depois disso, Vitória mudou de residência e o novo endereço não foi informado ao sistema de acompanhamento do programa.
A suspeita é de que a jovem possa ter retomado o contato com Bruno, mas a alteração de endereço dificultou o monitoramento. No dia do crime, a Guarda foi acionada por moradores e encontrou Vitória já sem vida.
Após ser preso, Bruno confessou o assassinato e alegou que teria cometido o crime por acreditar que havia sido traído. O suspeito foi localizado escondido nos fundos da casa de uma irmã, na Zona Sul de São Paulo, e permanece à disposição da Justiça.
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