A mãe da bebê de seis meses agredida por uma funcionária da Creche Municipal Professora Vicentina Salvador Reginato, em Cerquilho, interior de São Paulo, falou pela primeira vez sobre o caso e lamentou o episódio.

Funcionária é flagrada agredindo bebê de 6 meses em creche municipal de SP (Foto: Monitoramento de segurança)
Funcionária é flagrada agredindo bebê de 6 meses em creche municipal de SP (Foto: Monitoramento de segurança)

A mãe da bebê de seis meses agredida por uma funcionária da Creche Municipal Professora Vicentina Salvador Reginato, em Cerquilho, interior de São Paulo, falou pela primeira vez sobre o caso e lamentou o episódio.

Policia Militar (Foto: PMSP/Divulgação/Agência Brasil)

Em entrevista à TV TEM, a mulher contou que soube das agressões por meio da Polícia Civil de São Paulo. As câmeras de monitoramento da unidade registraram a funcionária agredindo a bebê nos dias 22 e 23 de junho.

Segundo a mãe, assistir às gravações foi uma experiência devastadora.

“Ela senta a minha neném com força, com brutalidade, bate na cara dela. É uma coisa muito revoltante, porque a minha filha tem só seis meses de vida. A minha filha chora porque foi empurrada e, logo em seguida, a mulher bate na cara dela.”

Bebê estava em período de adaptação

A mãe explicou que a filha ainda estava em fase de adaptação e não frequentava a creche todos os dias.

Segundo ela, uma das agressões ocorreu cerca de 20 minutos após deixar a bebê na unidade.

“Ela não ia todos os dias e em nenhum deles ficava o dia inteiro. No começo, fui muito bem recebida na creche pelas professoras e até mesmo por essa funcionária. Ela parecia ser um amor de pessoa.”

Mãe suspeita que sintomas estejam ligados às agressões

A mulher também contou que recebia ligações frequentes da creche informando que a filha apresentava episódios de diarreia.

No entanto, segundo ela, os sintomas aconteciam apenas durante a permanência da criança na unidade.

Agora, após descobrir as agressões, acredita que o quadro possa ter sido provocado pelo estresse vivido pela bebê.

“Até brincavam dizendo que a minha filha era uma ótima ‘atriz’, porque ela só tinha diarreia na escola. Hoje, depois de saber de tudo isso, penso que talvez seja algo voltado ao nervosismo. Ela não consegue falar, mas o corpo fala e demonstra tudo, independentemente da idade.”

Família pretende acionar a Justiça

Abalada com o caso, a mãe afirmou que a filha não voltará mais à creche e que pretende buscar responsabilização judicial.

“Eu ainda estou procurando um advogado para resolver tudo isso, mas a minha filha nunca mais vai pisar naquela creche. Se precisar, eu tranco até a minha faculdade. Eu me sinto traída. Nunca imaginei que a bebê que eu trato com tanto amor e carinho passaria por algo assim no lugar onde deveria estar sendo protegida. Eu não confio mais.”

A Polícia Civil solicitou a prisão preventiva da funcionária investigada. Conforme divulgado anteriormente pelas autoridades, ela foi encontrada morta na quarta-feira (2), e o caso é investigado como morte por suicídio.

Imagens mostram as agressões

As imagens obtidas pelo Bacci Notícias mostram a bebê brincando quando é abordada pela funcionária.

Em um dos registros, a mulher pega a criança e a empurra contra o chão. Em outro vídeo, gravado no dia seguinte, ela aparece pressionando um pano contra o rosto da bebê.

Veja o vídeo:

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Prefeitura acionou polícia e Conselho Tutelar

Segundo nota divulgada pela Prefeitura de Cerquilho, após a confirmação das agressões foi registrado um boletim de ocorrência e o caso foi encaminhado ao Conselho Tutelar.

A administração municipal informou que as imagens também foram encaminhadas à Secretaria de Educação para a adoção das medidas administrativas cabíveis.

Devido às regras do Estatuto da Criança e do Adolescente, a prefeitura não informou quantas crianças podem ter sido vítimas da funcionária.

Além disso, as famílias das crianças envolvidas estão sendo comunicadas sobre o caso.

Funcionária foi encontrada morta

De acordo com o boletim de ocorrência, a funcionária foi encontrada sem vida na manhã desta quarta-feira (1º).

A Polícia Civil investiga o caso como morte por suicídio, e as circunstâncias do óbito também serão apuradas.

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Enquanto isso, as investigações sobre as agressões registradas pelas câmeras de segurança seguem em andamento para esclarecer todos os fatos e identificar se houve outras vítimas.

*O suicídio pode ser prevenido. Saber reconhecer os sinais de alerta em si mesmo ou em alguém próximo a você pode ser o primeiro e mais importante passo. Por isso, fique atento se a pessoa demonstra comportamento suicida e procure ajudá-la com ajuda médica. Conte também com o CVV pelo telefone 188.

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