A defesa da diarista Paola Stefany Neto Cirino informou que avalia pedir um exame de insanidade mental após a confissão do assassinato de um casal de idosos em Belo Horizonte. Segundo o advogado, ela possui histórico de tratamento psiquiátrico. A Polícia Civil afirma que a suspeita alegou ter sofrido um surto psicótico e ouvido vozes antes do crime.

Defesa de diarista que confessou matar casal de idosos avalia pedir exame de insanidade mental

A defesa de Paola Stefany Neto Cirino, diarista que confessou o assassinato de um casal de idosos em Belo Horizonte, se manifestou pela primeira vez e informou que estuda solicitar um exame de insanidade mental durante o processo criminal.

Em vídeo enviado à imprensa, o advogado Bruno Correia afirmou que a decisão dependerá da análise dos documentos médicos da cliente.

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“Nós faremos um estudo muito responsável e técnico dessa documentação para verificar se, ao longo da ação penal, formalizaremos algum pedido de insanidade mental”, declarou.

Defesa cita histórico psiquiátrico

Segundo o advogado, Paola possui um histórico de problemas de saúde mental e já buscava acompanhamento psiquiátrico antes do crime.

Ele afirmou, no entanto, que ainda não teve acesso aos laudos médicos para embasar eventual pedido à Justiça.

“A Paola é uma mulher que possui um histórico pessoal extremamente conturbado. É uma pessoa que sempre buscou tratamento médico psiquiátrico e possui diagnóstico sensível relacionado à sua saúde mental”, disse.

O defensor acrescentou que a estratégia jurídica será apresentada ao longo do processo, respeitando os familiares das vítimas e garantindo o direito à ampla defesa e ao contraditório.

Suspeita confessou o crime

Paola foi presa na noite de quarta-feira (2), em um hotel na cidade de Itabira, na Região Central de Minas Gerais, após ficar foragida por cerca de um dia.

Ela confessou ter matado o advogado Cláudio Atala Inácio, de 75 anos, e a esposa, Maria Clotilde Moreira Maciel Atala Inácio, de 76, encontrados mortos dentro do apartamento onde moravam, no bairro São Pedro, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte.

Segundo a Polícia Civil, a suspeita foi localizada após um trabalho de inteligência que monitorou sua fuga.

Polícia diz que suspeita tentou despistar investigação

De acordo com o delegado Gustavo Barletta, Paola tentou dificultar sua localização durante as buscas.

“Ela tentou evadir, trocar de aparelho celular e utilizar outros nomes, mas conseguimos confirmar que ela estava em Itabira”, explicou.

Ainda conforme o delegado, a diarista não resistiu à prisão e afirmou que já esperava ser encontrada pela polícia. Segundo ele, ela disse que, caso não fosse localizada, pretendia se entregar.

“Tive um surto”, afirmou suspeita

Durante o depoimento, Paola alegou que sofreu um surto psicótico no momento do crime e afirmou que ouvia vozes.

Segundo Barletta, ela demonstrou arrependimento e disse não conseguir explicar por que matou o casal.

“Ela diz que teve um surto psicótico. Está muito chorosa, afirma que destruiu a própria vida e a das vítimas e relata que algumas vozes determinavam que matasse aquelas duas pessoas”, afirmou o delegado.

As investigações continuam para esclarecer toda a dinâmica do crime e apurar se houve participação de outras pessoas.

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