A investigação sobre agressões que teriam sido cometidas por uma funcionária de uma creche, em Cerquilho (SP), revela que novas imagens ainda não divulgadas mostram episódios ainda mais graves contra os bebês.
A investigação sobre a funcionária da Creche Municipal Professora Vicentina Salvador Reginato, em Cerquilho, no interior de São Paulo, acusada de agredir bebês, ainda esconde “vídeos fortíssimos” sobre o caso.

Morte de funcionária investigada por suspeita de agredir bebês em creche: o que se sabe até agora (Foto: Reprodução)
Segundo apuração, o episódio que acusa Margarete de Arruda Morás, de 51 anos, de violência física contra as crianças, permanece sendo investigado mesmo após a morte da suspeita, encontrada sem vida na última quarta-feira (01).
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Em entrevista à Record, familiares de algumas das crianças que foram agredidas contaram novos detalhes. Câmeras de segurança instaladas no berçário também ajudam a Polícia Civil de São Paulo a entender a dinâmica das agressões.
“Com o tempo, meu menino não queria vir pra escola, a gente perguntava, mas ele só falava que não queria vir… A gente queria ter acesso às câmeras dentro da sala de aula.”, disse Patrícia de Carvalho, mãe de um dos alunos da creche.
Parte das imagens ainda não foi divulgada
“O delegado daqui da cidade de Cerquilho falou que tem mais imagens mais fortes, que estão apurando para poder divulgar. Essas imagens [que foram divulgadas] doem, imagine as que ainda vão vir”, lamentou.
A investigação permanece analisando as imagens capturadas pela câmera de segurança. Ainda segundo as autoridades, as imagens divulgadas até o momento são “as mais leves” entre as agressões registradas no caso.
Criança sofreu fratura na perna
Camila Capelari, tia de outra criança, relatou que o sobrinho fraturou uma das pernas depois de supostamente ter sofrido agressão na creche. “A escola ligou, falando que ele estava chorando muito, com cãibra nas pernas. Vim buscar ele, chegou na Santa Casa, lá o médico pediu o Raio-X, que constatou duas fraturas na tíbia. Três professoras deram versões diferentes”, contou.
“A terceira versão, dessa professora acusada de violência, é dela falando que acompanhou ele [sobrinho de Camila] até o bebedouro, e que no bebedouro ele começou a chorar de dor e se tremer”, completou.
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Morte da suspeita
Margarete de Arruda Morás trabalhava na rede municipal de ensino e atuava na creche onde as câmeras de segurança registraram as supostas agressões. Ela foi encontrada sem vida na madrugada de quarta-feira (01), em um sítio da família.
De acordo com o boletim de ocorrência obtido pelo Bacci Notícias, familiares informaram que ela enfrentava problemas psicológicos. Conforme o relato do sogro da vítima, o marido estava em estado de choque e não tinha condições de prestar esclarecimentos às autoridades.
Ainda segundo o documento, o marido percebeu a ausência da esposa durante a madrugada e, ao procurá-la na varanda da residência, a encontrou sem vida.
A Polícia Civil registrou o caso e investiga a morte como suicídio. As circunstâncias do óbito seguem sob apuração.
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