O Ministério Público de São Paulo informou à Justiça que Deolane Bezerra desenvolveu síndrome do pânico durante o período em que está presa. A manifestação foi apresentada em parecer contrário ao pedido da defesa para transferi-la de unidade prisional ou conceder prisão domiciliar.

(Foto: Reprodução / Redes Sociais)
(Foto: Reprodução / Redes Sociais)

A influenciadora Deolane Bezerra, presa desde maio por suposto envolvimento em um esquema de lavagem de dinheiro investigado por ligação com o PCC, desenvolveu um quadro de síndrome do pânico durante o período em que está detida. A informação consta em um parecer do Ministério Público de São Paulo (MP-SP), obtido pelo Metrópoles.

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Segundo o documento encaminhado à Justiça, Deolane está presa há 45 dias na Penitenciária Feminina de Tupi Paulista, no interior de São Paulo.

O Ministério Público afirmou que a influenciadora divide a cela com outra detenta, apesar da existência de espaço para permanecer sozinha em uma Sala de Estado-Maior.

Conforme o parecer, a decisão foi tomada porque Deolane teria desenvolvido síndrome do pânico e demonstrado receio de permanecer sozinha durante os períodos em que as celas permanecem fechadas.

Defesa pediu transferência

A manifestação do MP foi apresentada em resposta ao pedido da defesa para que Deolane fosse transferida para uma Sala de Estado-Maior ou tivesse a prisão preventiva substituída por prisão domiciliar.

O órgão, no entanto, se posicionou contra os pedidos.

Investigação

Deolane Bezerra foi presa durante a Operação Vérnix, conduzida pela Polícia Civil e pelo Ministério Público de São Paulo.

Ela é investigada por suposta participação em crimes de lavagem de dinheiro e organização criminosa ligada ao Primeiro Comando da Capital (PCC). A influenciadora nega as acusações.

Defesa aponta perseguição

Ainda segundo o Metrópoles, a defesa da influenciadora contratou uma perícia independente para analisar manifestações públicas da delegada Maria Corsato sobre o caso.

De acordo com o relatório citado pela publicação, a defesa sustenta que a policial teria extrapolado os limites da atuação institucional e que Deolane estaria sendo alvo de uma suposta perseguição midiática.

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