A dona do bar Le Constellation na Suíça virou peça-chave na investigação do incêndio que matou 41 pessoas no Ano Novo de 2026. Documentos revelam que a proprietária, Jessica Moretti, enviou mensagens em 2019 alertando funcionários sobre o risco das velas faiscantes e da espuma inflamável no teto. Imagens mostram uma garçonete, que morreu na tragédia, erguendo as velas perto do teto antes do fogo começar.
A empresária e dona de um bar Le Constellation, localizado numa famosa estação de esqui em Crans-Montana, na Suíça, se tornou peça-chave na investigação de um incêndio que resultou em 41 mortos e deixou cerca de 100 feridos em uma festa de Ano Novo, nos primeiros dias de janeiro deste ano de 2026.
Nos vídeos divulgados na época na internet, é possível ver uma mulher de capacete sendo carregada nos ombros de outra pessoa, segurando garrafas de champanhe com velas pirotécnicas acesas. Em determinado momento, a chama de uma das velas entra em contato com a espuma acústica do teto, que imediatamente começa a pegar fogo.

(Foto: Reprodução)
Alertas antigos da empresária
Documentos judiciais apontam que a proprietária havia alertado sua equipe sobre os riscos das velas faiscantes usadas no local.
Segundo dados apresentados ao tribunal, a empresária Jessica Moretti orientou os funcionários com um aviso claro: caso os clientes pedissem velas de faísca, era preciso máximo cuidado. Ela frisou a necessidade de acompanhar as velas até o fim e evitar contato com o teto ou móveis, pois isso poderia provocar fogo.
Leia também:
Por que nem todos usam rosa? Conheça as exceções ao fenômeno das chuteiras na Copa do Mundo
A mensagem foi enviada em 13 de dezembro de 2019 em um grupo de WhatsApp do time do Le Constellation, anos antes da tragédia. O alerta detalhava que, caso as velas caíssem no chão ou fossem erguidas demais, havia o risco do fogo atingir a espuma do teto, material altamente inflamável.
Imagens do momento do início do fogo
Mesmo com a atenção redobrada solicitada por Jessica, imagens captadas momentos antes do incêndio mostram a garçonete Cyane Panine, de 24 anos, subindo nos ombros de um colega enquanto manuseava duas garrafas de champanhe com velas faiscantes acesas, no subsolo do bar.
Cyane, uma das vítimas fatais do incêndio, usava capacete de proteção, mas não percebeu que as velas estavam incendiando o teto revestido de espuma do estabelecimento. O episódio resultou na morte de 41 pessoas e deixou cem feridos, abalando a comunidade local e levantando questionamentos sobre a segurança nos bares da região.
Leia mais no Bacci Notícias: