Trinta dias após o assassinato da influenciadora digital Alzira Maria Theodoro Luiz, de 43 anos, a família afirma que ainda convive com a falta de respostas sobre o crime. Sem suspeitos presos e com o inquérito mantido sob sigilo, o filho mais velho da vítima, Bruno Theodoro, de 27 anos, diz que perdeu a esperança de uma solução rápida e relata viver com medo desde a morte da mãe.

Foto: Redes sociais.
Foto: Redes sociais.

Trinta dias após o assassinato da influenciadora rural Alzira Maria Theodoro Luiz, de 43 anos, a família afirma que ainda convive com a falta de respostas sobre o crime. Sem suspeitos presos e com o inquérito mantido sob sigilo, o filho mais velho da vítima, Bruno Theodoro, de 27 anos, diz que perdeu a esperança de uma solução rápida e relata viver com medo desde a morte da mãe.

Alzira foi executada (Foto: Redes Sociais)

Alzira foi executada (Foto: Redes Sociais)

Em entrevista à Record Minas, Bruno afirmou que acreditava que o caso seria esclarecido nos primeiros dias, mas a demora nas investigações aumentou a angústia da família.

“Nos primeiros 15 dias eu estava com uma esperança muito grande de que isso ia ser desvendado, que ia ser resolvido rápido. Mas cada dia que passa eu vou desacreditando. A polícia até agora não falou nada com a gente. Não tem nenhuma notícia, ninguém preso”, disse.

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Família diz que segue sem respostas

Segundo Bruno, o único retorno recebido até o momento ocorre por meio da advogada que acompanha o caso.

“O respaldo que a gente tem é da advogada, que está em cima e dando força para a gente. Mas, até o momento, nada de novidade”, afirmou.

O filho da influenciadora também revelou que a falta de esclarecimentos tem provocado medo constante.

“Tem noite que eu acordo, não consigo dormir mais. Estou muito assustado, porque eu não sei o motivo que fizeram isso com a minha mãe. Tenho medo que isso chegue até minha família, até mim, até meus irmãos. Isso é muito angustiante”, desabafou.

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Como aconteceu o crime

Alzira Maria Theodoro Luiz foi assassinada na manhã de 7 de junho, no Córrego Mata Fria, zona rural de Mutum, no Vale do Rio Doce, em Minas Gerais. De acordo com as investigações, dois homens chegaram ao local em uma motocicleta vermelha, com os rostos cobertos por capacetes ou toucas, e efetuaram diversos disparos contra a vítima, atingindo principalmente a cabeça e a nuca.

Após o crime, os suspeitos fugiram. Natural de Conceição do Castelo, no Espírito Santo, Alzira estava em Mutum desde o início de maio para trabalhar na colheita de café. Nas redes sociais, ela compartilhava vídeos sobre a rotina no campo e conquistou seguidores com esse conteúdo. A influenciadora deixou quatro filhos: Bruno, Daniel, Adonias Júnior e Maria.

Assista ao vídeo:

Investigação continua sob sigilo

Durante a investigação, um homem chegou a ser preso por posse ilegal de arma de fogo, mas acabou liberado após pagar fiança. Segundo a Polícia Civil, a prisão ocorreu exclusivamente por causa do armamento apreendido e não representa uma conclusão sobre o homicídio.

O inquérito permanece sob responsabilidade do delegado Emerson Crispim. A corporação informou que, devido ao sigilo das investigações, detalhes sobre a apuração só serão divulgados após a conclusão do procedimento.

Família oferece recompensa

Na tentativa de ajudar na identificação dos responsáveis pelo assassinato, familiares passaram a oferecer uma recompensa de R$ 2 mil por informações que levem à autoria do crime.

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