A investigação sobre o atentado contra o tenente da Rota Ronickson Pimentel dos Santos já resultou na prisão de três suspeitos e também apura a morte de seis homens apontados, em diferentes momentos, como possíveis envolvidos no caso. O policial segue internado em estado grave, mas apresenta sinais de melhora.
A investigação sobre o atentado contra o tenente da Rota (Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar) Ronickson Pimentel dos Santos, baleado na cabeça em São Caetano do Sul, no ABC Paulista, já levou à prisão de três suspeitos e à apuração da morte de seis homens inicialmente apontados como possíveis envolvidos no crime.

Irmão de Eloá, tenente da Rota – Foto: Reprodução
A prisão mais recente ocorreu na noite de terça-feira (07), em Heliópolis, na zona sul da capital paulista. Segundo a Polícia Militar, o homem preso teria prestado apoio aos executores do atentado ao abandonar a motocicleta utilizada na ação e apagar as impressões digitais deixadas no veículo.
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O suspeito foi encaminhado ao Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) e já possuía um mandado de prisão em aberto.
Principal suspeito continua foragido
A Polícia Civil também investiga a participação de Hércules da Costa Siqueira, conhecido pelos apelidos de “Golias”, “Chavinho” e “Peruca”. Ele é apontado como o principal suspeito de efetuar os disparos contra o oficial da Rota e continua foragido.
As investigações buscam identificar todos os envolvidos no atentado, incluindo pessoas que possam ter dado suporte logístico aos executores.
Seis mortes também são investigadas
Paralelamente às buscas pelos responsáveis pelo atentado, a Polícia Civil também apura a morte de seis homens que, em momentos distintos da investigação, foram apontados como possíveis suspeitos de participação no caso.
Até o momento, porém, não há confirmação de que qualquer um deles tenha ligação direta com o ataque ao tenente.
As duas primeiras mortes ocorreram em 29 de junho. Na Estrada Aricanduva, na zona leste de São Paulo, um homem morreu durante uma abordagem policial após, segundo os agentes, atirar contra a equipe. No mesmo dia, outro suspeito morreu na Vila Galvão, em Guarulhos, depois de supostamente fazer um movimento indicando que sacaria uma arma durante uma ação da Rota.
Em 2 de julho, outros dois homens morreram em ocorrências distintas. Em Guaianases, um suspeito foi morto durante uma abordagem policial após, conforme a PM, reagir à ação. Já em Peruíbe, no litoral paulista, outro homem morreu após uma perseguição que terminou em confronto com policiais.
As duas mortes mais recentes ocorreram na zona sul da capital. No Jardim Miriam, um homem morreu durante um confronto na Favela do Arrebento. Já no Jardim São Luís, outro suspeito foi baleado após policiais afirmarem terem sido recebidos a tiros durante uma operação motivada por denúncia de tráfico de drogas.
Relembre o atentado
Ronickson Pimentel foi baleado na cabeça na manhã de 27 de junho, na Avenida Goiás, em São Caetano do Sul.
Segundo a investigação, o policial saía de uma academia quando foi surpreendido por dois homens em uma motocicleta. Os criminosos pararam ao lado da vítima e efetuaram os disparos antes de fugir.
O oficial recebeu os primeiros atendimentos do Samu ainda no local e foi levado ao Hospital Estadual Mário Covas, em Santo André, pelo helicóptero Águia, da Polícia Militar.
Estado de saúde
De acordo com o boletim médico mais recente divulgado pela Rota nesta quarta-feira (8), Ronickson permanece internado em estado grave, porém apresenta estabilidade clínica e evolução favorável.
Segundo a corporação, o quadro infeccioso apresentou melhora, com redução dos marcadores laboratoriais e ausência de febre. A pressão intracraniana permanece estável e em níveis baixos, enquanto o sistema de drenagem segue funcionando normalmente.
O tenente continua entubado, sob ventilação mecânica e sedação, permanecendo sob acompanhamento intensivo da equipe médica.
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